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Deputado alagoano responde por homicídio de empresário no Tocantins desde 2001

Agnaldo Araujo - | - 937 views
Foto: Divulgação
Deputado João Beltrão

Pai do ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB), o deputado estadual João Beltrão (PRTB – AL) foi inocentado de uma acusação de homicídio praticado em Alagoas. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (17). O parlamentar também é acusado de ser o mandante da morte do empresário Pedro Daniel de Oliveira Lins, o Pedrinho Arapiraca, morto a tiros na cidade de Taguatinga, no Tocantins, em 2001.

Além dessa ação penal no Tocantins, o deputado alagoano ainda é alvo de um inquérito que investiga a sua participação na morte do bancário Dimas Holanda, em 1997.

No caso do Tocantins, a acusação do MPE diz que Beltrão devia R$ 54 mil pela compra de cabeças de gado a Pedrinho Arapiraca.

Como não recebeu o dinheiro, Pedro Daniel entrou na Justiça para cobrar a dívida, o que teria provocado a ira do parlamentar alagoano. O crime ocorreu em praça pública.

Na época, dois dos quatro pistoleiros – todos alagoanos – foram presos em flagrante algumas horas depois do crime: Ulisses Cansanção Acioli Filho e Paulo Ney de Morais. Ulisses é gerente da Fazenda União, que fica a 50 quilômetros de Taguatinga, e que é de propriedade do deputado João Beltrão; Paulo Ney é soldado aposentado da PM de Alagoas e empregado de um matadouro-frigorífico alagoano, de Zoraide Beltrão, tia do deputado.

A prisão dos dois pistoleiros ocorreu no município de Aurora do Tocantins (TO). Na época, o delegado afirmou que havia indícios suficientes do envolvimento do deputado Beltrão como mandante do crime.

ALAGOAS

Beltrão foi considerado inocente pelos nove desembargadores do Tribunal de Justiça de Alagoas que participaram do julgamento. O Ministério Público do Estado de Alagoas informou que vai recorrer da decisão.

O deputado era acusado ter sido o mentor intelectual do assassinato do cabo da Polícia Militar José Gonçalves da Silva Filho, morto a tiros em maio de 1996. Segundo a Promotoria, Gonçalves teria descumprido a ordem de Beltrão de matar um adversário político e, por isso, teria sido morto.

O advogado de Beltrão, José Fragoso Cavalcanti, afirmou que a sentença que inocentou o deputado era esperada. “É lamentável as proposições desta natureza, sem nenhum substrato. Não havia prova de absolutamente nada contra o deputado”, afirma.

Segundo o advogado, a acusação é uma “invencionice” do Ministério Público criada a partir do depoimento do ex-tenente-coronel da Polícia Militar Manoel Francisco Cavalcante, que ficou conhecido como chefe de um grupo de policiais chamado “Gangue Fardada”.

Líder político da família do ministro, João Beltrão tem forte influência na região do litoral sul de Alagoas, onde parentes comandam cinco prefeituras. É um dos principais aliados do senador Renan Calheiros (PMDB) e do governador Renan Filho (PMDB).

As informações são da Folha de São Paulo.

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