Deputado diz que governo Carlesse “não é ilegítimo, mas é pouco representativo”

Redação AF - |
Foto: Lia Mara
Mauro Carlesse, governador do Tocantins

O deputado estadual Paulo Mourão (PT), que incentivou o voto nulo na eleição suplementar, disse que o Estado será governado pela escolha da minoria em razão do alto índice de votos brancos, nulos e abstenções, que somaram quase 52% dos votos. Dos 48% de eleitores que foram às urnas, 35% escolheram Mauro Carlesse (PHS) para governador.

“Não é um governo ilegítimo, mas é pouco representativo. A democracia se fragiliza quando o cidadão não faz sua opção”, disse Mourão.

Mourão também sugeriu que Mauro Carlesse não tem projetos para o Estado. “Até quando o estado do Tocantins haverá de eleger governadores que não tenham projetos para governar o Estado?” questionou ao defender a necessidade de um debate para solução dos graves problemas que a sociedade enfrenta, como desemprego, segurança pública, saúde, gerenciamento dos hospitais, falta de políticas públicas para o setor produtivo rural. “Agroindústrias estão fechando porque faltam pontes e estradas, falta incentivo ao processo produtivo”, destacou.

Mourão apontou que o Tocantins é o estado brasileiro mais desequilibrado do país, com a pior situação fiscal dentre os 27 estados brasileiros. “Tudo que o Estado arrecada não dá para pagar o seu custeio e os seus servidores”.

Ele lembrou que o Tocantins gasta 60% de suas receitas correntes líquidas apenas com pessoal, descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Daqui 5 anos mais de 60% dos nossos servidores vão se aposentar e eu pergunto, quem é que está preocupado com isso?”

O parlamentar prevê que, no caminho que o Tocantins trilha, por melhores intenções que os eleitos tenham não conseguirão efetivar ações que contemplem a desesperança, o desânimo e o descrédito do povo tocantinense nos políticos. “Daqui dois meses as soluções não ocorrerão, a gravidade desse estado é muito grande, poucos estão preocupados a se debruçar, estudar, enfrentar e dizer quais os caminhos que teremos que percorrer para corrigir rumos”, avaliou.

“Nós não vamos melhorar o Tocantins se não fizermos uma reforma tributária, se não dermos a garantia ao setor empresarial de investir neste Estado”, ponderou.

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