Desiludido com política, empresário desabafa: ‘impera o dinheiro ao invés de projetos’

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Empresário Osvaldo Durães Sobrinho

Desiludido com o processo político brasileiro, o empresário e ex-candidato a deputado estadual do Tocantins, Osvaldo Durães disse que não disputará nenhum cargo eletivo nas eleições de 2018 por ser um processo no qual impera somente o dinheiro. Ele também classificou a Assembleia Legislativa como ‘arcaica e ultrapassada’.

Durães foi candidato a deputado nas eleições de 2014 e disse que tentou uma vaga na AL através de um projeto, mesmo sabendo que o processo era ‘desumano e cruel’, pois, segundo ele, no atual sistema político o que impera é o “dinheiro em detrimento das ideias e projetos”.

Fiz uma campanha vibrante e consciente por um projeto sistemático, pedindo o voto por um projeto. Eu tenho certeza de que se eu tivesse sido eleito seria o melhor deputado estadual do Brasil, pois eu iria implementar vários projetos e ideias na Assembleia Legislativa”, pontuou.

Conforme Osvaldo Durães, a política no Brasil tornou-se um concurso público, na concorrência, porém, as escolhas não são pautadas no conhecimento ou competência do candidato. Para ele, a renovação é necessária para promover novas ideias e a alternância do poder. “Vejo apenas interesses individuais dos parlamentares e não vejo uma preocupação com a população”, frisou.

Em relação ao Poder Legislativo do Tocantins, Durães foi enfático: “Vejo hoje um parlamento arcaico e ultrapassado que precisa ser renovado imediatamente”. Ele também criticou a quantidade de assessores dos deputados tocantinenses, o que chamou de ‘exército de pessoas’, e destacou o caso divulgado pelo AF Notícias, em que servidores recebem da Assembleia mesmo morando no exterior há vários anos.

Um horror de parlamento. É uma mentalidade arcaica do parlamentar que pratica esse tipo de ato, afronta uma sociedade que paga os seus tributos, ofende o cidadão na sua essência. Mas com esse sistema político falido aonde impera o dinheiro, será muito difícil essa renovação do quadro político no Tocantins”, lamentou.

Mas os problemas não param por aí, pois, para o empresário, o Estado está falido. “O nosso Estado está falido em todos os aspectos, precisa de um choque de gestão”, pontuou. E também defendeu a industrialização. “O Tocantins precisa imediatamente ser industrializado para gerar emprego para população e divisas para o poder público”, acrescentou.

“O Governo do Tocantins vive de empréstimos para beneficiar os seus redutos eleitorais, e faz uma péssima aplicação desse dinheiro. Endividando cada vez mais o Estado com empréstimos irresponsáveis”, criticou.

Durães aproveitou para chamar a atenção do cidadão para a importância do voto consciente. “A população precisa votar no melhor projeto para o Estado e não vender o seu voto por qualquer preço, pois a consequência é desastrosa, como greve na educação, hospitais falidos, estradas abandonadas e Municípios com dificuldades financeiras”, destacou.

Por fim, Osvaldo Durães disse que o Tocantins “precisa de um projeto e não de frases de efeito”.

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