Detento do Barra da Grota realiza sonho de casar e reencontra filhas após dez anos

Agnaldo Araujo - |
Foto: Lauane dos Santos
Sonho dos noivos foi realizado

A manhã desta segunda-feira (29) foi de muita felicidade para o reeducando do Presídio Barra da Grota, em Araguaína, A.P.C.G e sua noiva, J.D.P.S. Eles se casaram após um ano juntos. A cerimônia foi promovida pela Instituição Missionária Resgate Sem Fronteiras, em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) com direito a decoração, bolo e pétalas de rosas.

Os noivos disseram ‘sim’ um ao outro e trocaram as alianças perante o pastor Sebastião Rita Ferreira de Melo, que os abençoou na presença da família, amigos e servidores da unidade.

Todos colaboraram para que o sonho dos dois se tornasse realidade logo no início deste ano. Até as duas filhas do reeducando, que não o viam há mais de dez anos, foram à cerimônia compartilhar essa alegria com o casal e foram recebidas pelo pai com emoção.

Para o diretor de Políticas e Projetos em Educação para o Sistema Prisional, Valcelir Borges, o Governo do Estado tem dado ainda mais condições para que os reeducandos possam realizar sonhos e serem reintegrados na sociedade.

Damos as condições necessárias para que os reeducandos possam ter seus direitos básicos garantidos, como o de constituir uma família. Temos a ajuda das instituições missionárias que estão conosco no dia a dia do ambiente prisional. Realizar um casamento dentro de uma unidade mostra como o sistema prisional tocantinense é humanizado e ajuda as pessoas a saírem melhores do que entraram”, frisou.

O presidente da instituição missionária, Cícero Gomes, esteve na cerimônia juntamente com a vice-presidente, Valbenes Guimarães. “A recompensa pela difícil missão é a felicidade dos noivos e a certeza de que é mais uma família constituída pela benção de Deus e que viverá para o bem”, disse Valbenes.

Também presenciou o matrimônio o chefe da unidade prisional, Paulo dos Santos. “Todos nós que trabalhamos aqui diariamente não temos somente o compromisso de garantir a segurança, mas também de reinserir os presos na sociedade, de modo a mudarem de vida. E estamos aqui para isso, com a ajuda também das organizações religiosas, que auxiliam muito, e da própria comunidade”, concluiu.

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