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Dez animais com doença infectocontagiosa são sacrificados no Tocantins; Adapec alerta produtores rurais

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Os casos confirmados da doença subiram para 16 desde junho de 2015

Dez animais com diagnóstico confirmado de Mormo foram sacrificados na última semana no Tocantins pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec). Com esta ação, sob para 16 casos confirmados da doença em equinos, de junho de 2015 até o momento. Os casos ocorrem em 14 propriedades rurais, no município de Formoso do Araguaia, região sudoeste do Tocantins, a 323 km de Palmas.

O Mormo é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderiamallei que acomete principalmente os equídeos. Essa doença pode atacar o homem e levar à morte se não tratada a tempo.

Todas as medidas sanitárias foram tomadas e os animais doentes foram sacrificados. A Agência tem feito um alerta em todo o Estado, em especial às propriedades rurais da região, e já orientou o Sindicato Rural de Formoso sobre os fatos ocorridos.

O presidente da Adapec, Humberto Camelo, disse que a doença tem causado preocupação ao órgão, pois os eventos clandestinos e a movimentação de animais sem exames põem em risco a sanidade dos equídeos. “Estamos fazendo a nossa parte levando palestras aos 139 municípios e aos assentamentos, além de coletar gratuitamente o sangue, tanto dos animais suspeitos quanto de todos que tiveram contato com eles”, enfatiza, acrescentando a importância da colaboração de toda a cadeia produtiva, para evitar que a doença se espalhe, já que pode ser transmitida ao homem.

De acordo com o chefe da Unidade Local da Adapec de Formoso do Araguaia, Anderson Silva de Sousa, desde o aparecimento do primeiro foco, em junho de 2015, as ações não pararam. Já foram coletadas 479 amostras de sangue de animais em 33 propriedades rurais. “A cada novo registro realizamos a investigação epidemiológica, identificando possíveis vínculos entre propriedades para a colheita de sangue de todos os animais. Além disso, realizamos uma nova colheita, entre 45 a 90 dias, e só depois os animais positivos são sacrificados”, explica.

Entre as medidas sanitárias estão a notificação aos produtores rurais, interdição das propriedades suspeitas de foco e bloqueio das propriedades para o trânsito de equídeos, ingresso e egresso. Além disso, o isolamento dos animais suspeitos para evitar disseminação. Todo o material colhido é enviado ao Lanagro, que é o Laboratório oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para a responsável Técnica pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos, Ana Lúcia Rodrigues, a melhor forma de prevenção do Mormo é o produtor rural ter um cuidado redobrado com a sanidade, que vai desde participar somente de eventos pecuários cadastrados na Adapec, exigir exames negativos ao comprar animais e ao adquiri-lo realizar a quarentena, isolando-o por um período de 40 dias para observar se a doença não está em período de encubação. “no “, destaca.

Trânsito de animais

No Tocantins, para os animais participarem de eventos pecuários é obrigatório apresentar a Guia de Trânsito Animal (GTA), exames negativos de Anemia Infecciosa Equina (AIE) e Mormo e o atestado de vacinação para Influenza Equina.

Mesmo nos casos em que os equídeos são provenientes de estados considerados livre da doença, mas com destino a eventos com aglomerações de animais no Tocantins faz-se necessária a apresentação do exame negativo para a doença.

O exame tem validade de 60 dias e deve ser realizado por um médico veterinário cadastrado na Superintendência Federal da Agricultura do Tocantins (SFA/TO).

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