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Diárias de Marcelo Miranda e Cláudia Lélis no exterior custam R$ 135 mil aos cofres públicos

Redação - |
Foto: Divulgação
Governador Marcelo Miranda e Vice-governadora Cláudia Lelis

Em meio a onda de exonerações, servidores com direitos atrasados e projetos para cortes de gastos, o governo do Tocantins pagou só neste mês de setembro, em diárias para viagens ao exterior, R$ 135.012, 48. O total refere-se a despesas pagas atribuídas ao governador Marcelo Miranda (PMDB), que esteve no Japão, à sua vice Cláudia Lelis (PV), que está na Indonésia, e aos respectivos membros de suas delegações.

Conforme o Portal da Transparência do Estado, os valores foram pagos entre o dia 4 de setembro e o dia 27 – data da consulta feita pelo AF Notícias. 

Marcelo Miranda esteve em Tóquio do dia 15 ao dia 23 de setembro com um grupo de oito pessoas que incluía sua esposa e deputada federal, Dulce Miranda (PMDB). Todas as despesas foram custeadas pelo governo.

Estavam com eles também o senador Vicentinho Alves (PR); o chefe do Escritório de Representação em Brasília, Renato de Assunção; o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, Alexandro de Castro; o secretário de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária, Clemente Barros; a subsecretária de Estado da Comunicação Social, Ivonete Motta; além do ajudante de Ordens do Gabinete do Governador, Humberto Parrião; e do fotógrafo do Gabinete, Pedro Barbosa.

Conforme apurou o AF Notícias, só nesta viagem foram pagos, em diárias, aproximadamente R$ 95 mil.

O detalhamento das despesas do governo mostra um montante de R$ 11.300,04 atribuídos a Marcelo Miranda; R$ 11.300, 04 a Renato de Assunção; R$ 9.887, 53 para Humberto Parrião e Pedro Barbosa, cada; R$ 11 mil a Ivonete Motta; R$ 12.204,18 a Maurício Fregonesi; R$ 24.726,40 a Alexandro de Castro; R$ 11.233,08 a Clemente Barros; e R$ 17.473,68 a Meire Carreira. Todos viajaram com Marcelo Miranda.

Dois nomes que integraram a comitiva, no entanto, não aparecem entre os pagamentos já realizados pelo governo. Apesar de terem viajado junto com o Estado, o nome da primeira-dama Dulce Miranda e o do senador Vicentinho Alves não estão entre os beneficiários das diárias já que ambos não estão no quadro de servidores do governo do Tocantins.

NA INDONÉSIA

Outra viagem que está inclusa no montante descrito no Portal da Transparência é a ida da vice-governadora à Indonésia. Cláudia Lelis participa de um evento que discute questões do meio ambiente entre os dias 23 e 28 de setembro.

À vice, já foram pagos R$ 16 mil, de acordo com as informações disponibilizadas pelo Estado. Além dela, também estão na Indonésia, a secretária de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Meire Carreira e o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, Alexandro de Castro. Dois que também viajaram com Marcelo Miranda.

Os valores de suas diárias não estão detalhadas com o motivo e local da despesa. Também não há despesas já empenhadas para custear a viagem dos secretários. Portanto, pode ser que os valores, já pagos no início do mês aos gestores, já inclua a viagem de Cláudia.

DESPESAS EMPENHADAS

Além do que já foi pago, entre as despesas empenhadas – despesas que ainda serão pagas – o AF Notícias encontrou um valor de R$ 42.375,14 atribuídas ao gabinete do governador. A data da despesa é 01/09.

REPÚDIO

Uma nota de repúdio às viagens dos gestores tocantinenses foi publicada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Sisepe-TO).

Para os servidores, os gastos são exorbitantes ao mesmo tempo que o governo diz que não tem dinheiro para pagar os direitos dos servidores públicos. “É uma contradição. O governo diz que não tem dinheiro para pagar os direitos dos servidores públicos, faz contingenciamento de despesas e anuncia que vai fechar o ano no vermelho, mas tem dinheiro para fazer viagens internacionais pagas com dinheiro dos cofres públicos”, diz a nota.

O Sindicato continua dizendo que enquanto o governador, sua vice e suas comitivas oficiais viajam de avião e se hospedam em hotéis de luxo, os servidores públicos esperam há anos para receber, a data-base, progressões atrasadas e os 25%.  “Se tem dinheiro para bancar viagens internacionais, por que não paga então os direitos adquiridos pelos servidores públicos?”, questiona o Sindicato.

GOVERNO

Em nota, a secretaria de Estado da Comunicação informou que no encontro na Indonésia foi anunciado a liberação e USD$ 25 milhões para o Fundo GCF (Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas), sendo que o Tocantins receberá cerca de USD$ 400 mil para programas que tenham com foco a redução do desmatamento e o desenvolvimento das cadeias produtivas sustentáveis.

“As viagens nacionais e internacionais constam no planejamento do Estado, conforme estabelece a legislação”, pontuou.

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