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“Dilma foi a presidente que mais deu atenção para a agricultura brasileira nos últimos 30 anos”, diz Kátia Abreu

Agnaldo Araujo -
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A fala de Kátia Abreu no senado foi na manhã desta segunda, 29

Num discurso inflamado no Senado em prol de Dilma Rousseff, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) destacou números de sua gestão no agronegócio para dizer que a petista foi a presidente que mais deu atenção para o setor nos últimos 30 anos. “Com certeza absoluta [Dilma Rousseff] é a presidente que mais deu atenção para a agricultura brasileira em três décadas”, disse a parlamentar do Tocantins durante a sessão desta segunda-feira (29/08).

Entre os números citados por Kátia Abreu estão o volume de recursos para a pasta, de R$ 905 bilhões e criticou: “Em seis anos foram R$ 43 bilhões de subvenção que hoje chamam cinicamente de pedaladas”, afirmou. E defendeu que essas subvenções geraram R$ 3 trilhões em valor bruto da agropecuária. “Riquezas e empregos para o nosso país”, destacou.

Para Kátia, Dilma está sendo condenada inocentemente. “O Plano Safra e suas subvenções foram criadas pelo presidente Collor. E só agora virou crime, virou empréstimo? Não tenho dúvidas que esse impeachment é uma conspiração da vingança sórdida de Eduardo Cunha e ganhou forma na ganância sem limites de um pequeno grupo pelo poder”, afirmou Kátia Abreu. “O Plano Safra antes era elaborado pelo Ministério da Fazenda e o Mapa, apenas coadjuvante. [Dilma] Elevou o Mapa ao primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios”, complementou.

A senadora declarou ainda, em seu pronunciamento, Dilma atuou para melhorar a atuação da CNA. “Acompanhei seu primeiro mandato como senadora e presidente da CNA, mas de perto. A senhora fez da CNA um poderoso instrumento de informação técnica e orientação ao seu governo. Fui sua ministra da Agricultura com muito orgulho. A primeira mulher, por um ano e quatro meses”, declarou.

Resposta de Dilma

Em resposta à Kátia, Dilma fez questão de abordar o Plano Safra e a subvenção à agricultura, um dos itens da peça de acusação da chamada pedalada fiscal. “No período final, antes do início do governo Lula, os recursos eram bastante exíguos, algo como R$ 2,5 bilhões. Este ano, estamos acima de R$ 200 bilhões. O que me espanta é que ao longo desse processo todas as relações estabelecidas entre os diferentes ministérios, o conselho monetário, sempre foram as mesmas. Tratava-se de subvencionar o crédito a milhões de agricultores”, disse Dilma.

Para Dilma, “sem sombra de dúvida”, a agricultura é o setor no Brasil que primou por altos e elevados índices. “Não só de produção de riqueza, mas também de produção de ganhos, não só econômicos, mas também em termos de reservas cambiais para o nosso país, foi esse setor. A agricultura familiar também deu a sua grande contribuição com a nossa segurança alimentar. Assim, é algo muito estranho que de repente esses métodos e esse processo sejam questionados, transformando operações que estão previstas na lei em operações de crédito“, afirmou Dilma. (Norte Agropecuário)

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