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Diretor escolar pode ser exonerado por não apoiar candidato do PMDB em Babaçulândia, denuncia PT

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Diretor teria sido pressionado a apoiar candidato do Governo em Babaçulândia para não perder o cargo.

A disputa eleitoral em Babaçulândia já começou quente. Na última segunda-feira (1º de agosto) o presidente municipal do PT, Altamiro Costa, apresentou à justiça eleitoral uma representação por suposto abuso de poder político contra o candidato a prefeito apoiado pelo Governo, Aleno Dias Guimarães (PMDB).

Segundo a denúncia, no dia 29 de julho, a diretora regional de ensino de Araguaína, Maria Florismar do Espírito Santo, exigiu que um membro do partido dos trabalhadores, José Tenório Silva, que está na função de diretor escolar, declarasse apoio ao candidato peemedebista.

Conforme o documento, a ordem seria emanada do gabinete do governador Marcelo Miranda, sob pena de, não o fazendo, ser exonerado do cargo de diretor no Colégio Estadual Leopoldo de Bulhões. O diálogo com a diretora de ensino foi gravado e entregue à justiça eleitoral. “A sua dispensa já veio de Palmas, agora eu preciso lhe convencer que saia desse grupo e vá apoiar o Aleno”, diz o áudio.

Para Altamiro Costa, o candidato Aleno Dias está utilizando-se da máquina pública estadual para abusar do poder político. O PT ainda pediu à justiça eleitoral que impeça eventual exoneração do cargo de diretor para não causar ainda mais temor nos demais ocupantes de cargos que estão na mesma condição.

O outro lado

A diretora de ensino Maria Florismar rebateu a acusação e disse que “nunca pressionou” o diretor. “Não fui a Babaçulândia para resolver questões políticas, mas para fazer um levantamento nas escolas a pedido da secretária. Conversei com o Tenório [diretor escolar] e ele me disse que não apoiaria o candidato do governo. Eu disse apenas que ele estava em um cargo de confiança e o ideal seria apoiar o candidato do grupo. Eu jamais vou ficar pressionando A ou B por causa de política”, garantiu Florismar.

A diretora ressaltou, no entanto, que o cargo de diretor é de “livre nomeação e exoneração” e acrescentou que “quem pediu a cabeça dele não fui eu, foram os políticos diretamente no gabinete do governador”. “Eu não tenho nada a ver com isso. Ele apoia quem ele quiser”, finalizou.

A reportagem não conseguiu fazer contato com o candidato Aleno Dias. O espaço continua aberto para esclarecimentos.

Cópia da denúncia

crime eleitoral

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