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Disputa por posse de terra motiva assassinato no sudeste do Tocantins

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação/SSP
Disputa por posse de terra teria motivado sequestro e morte de homem no sudeste do TO

A Polícia Civil de Dianópolis, sudeste do Estado, prendeu três suspeitos pela morte de Tibúrcio Alves da Silva, 58 anos, sequestrado no dia 29 de março deste ano. Os detidos foram: Juscemário Alves de Sousa, vulgo “Pedro”, de 36 anos; José Lino de Sousa Neto, vulgo “Neto”, 33 anos e José Domingos do Reis, vulgo “Dominguinhos”, de 70 anos.

Eles foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado por tortura e ocultação de cadáver. O delegado apurou que um parente da vítima, conhecido apenas como Pedro, seria o principal suspeito pelo crime, devido uma disputa por posse de terras e determinou que os policiais civis se deslocassem até a casa dele, onde apreenderam uma espingarda calibre 32.

Conforme os delegados Afonso José Azevedo de Lyra Filho e Ibanez da Silva Ayres, no último dia 29 de março, a esposa da vítima compareceu à Delegacia de Polícia Civil informando que ele havia sido sequestrado por três homens em um veículo VW Gol, de cor preta. De imediato, o delegado e sua equipe foram até a propriedade da vítima, localizada na zona rural de Dianópolis, onde puderam constatar marcas de pneus de carro e sinais de luta corporal.

Durante as investigações, os agentes descobriram que o veículo Gol, pertence a um indivíduo conhecido apenas como “Neto” e montaram campana nas imediações da residência dele, porém, receberam informações de que o suspeito encontrava-se em uma fazenda no município de Barreiras (BA), para onde os policiais se deslocaram e encontraram o homem, que confirmou ser o dono do gol.

No decorrer das investigações, os delegados receberam uma denúncia anônima informando que um senhor de idade estaria torturando a vítima em uma casa no Povoado Missões, o que não foi confirmado pelos policiais civis que foram até o local.

No entanto, no dia 1º de abril, familiares comunicaram à Polícia que haviam encontrado o corpo da vítima, próximo a estrada que dá acesso ao Povoado Missões. Os policiais civis se deslocaram até o local informado e lá encontraram um corpo parcialmente enterrado, em estado avançado de decomposição, apresentando várias lesões pelo corpo e com indícios de que havia sofrido tortura.

Diante dos acontecimentos e devido aos indícios levantados pela Polícia Civil o delegado Afonso José, representou junto ao Poder Judiciário, pela prisão preventiva de Juscemário e José Lino, como principais suspeitos pela morte de Tibúrcio Alves da Silva, sendo estes cumpridos no dia 3 de abril.

Na mesma ação, os policiais civis apreenderam, escondido na casa da irmã de José Lino, o gol utilizado no crime, onde foi identificado vestígios de sangue no teto e na capa do banco traseiro. Ao ser ouvido pelo delegado, José Lino alegou inocência, afirmando que o crime havia sido cometido pelo seu concunhado Juscemário, bem como por outro homem conhecido como “Dominguinhos”. Diante disso, os agentes empreenderam novas diligências e prenderam José Domingos dos Reis.

De acordo com o depoimento de Juscemário, que confessou a prática do crime, Tibúrcio havia sido executado por José Domingos e outro indivíduo ainda não identificado. Diante dos fatos, José Lino, José Domingos e Juscemário foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado com emprego de tortura e ocultação de cadáver.

Após os procedimentos cabíveis, os três suspeitos foram encaminhados à Casa de Prisão Provisória (CPP) de Dianópolis, onde permanecerão à disposição do poder judiciário e as investigações foram intensificadas no sentido de identificar e efetuar a prisão de um quarto homem, também envolvido no homicídio.

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