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Dois suspeitos de planejar ataques terroristas nos Jogos Rio 2016 já cumpriram pena no Barra da Grota

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
Dois criadores do grupo já tiveram passagem pelo Presídio Barra da Grota

Dois suspeitos de planejar ataques terroristas nas Olimpíadas Rio 2016 já passaram pela polícia e se converteram ao islamismo quando cumpriam pena por homicídio no Tocantins. A Polícia Federal prendeu os acusados na última quinta-feira (21/07). Na ocasião um total de dez homens foram detidos.

Os dois, que seriam os criadores do grupo, têm passagens por três cadeias do Estado e foram condenados a 18 anos de prisão por homicídio e roubo qualificado. Segundo o Sistema Penitenciário do Tocantins, os homens cumpriram pena na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota, em Araguaína; na Casa de Prisão Provisória de Palmas, na capital e no Centro de Reeducação Luz do Amanhã, em Cariri.

O Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins confirmou que os homens tiveram o pedido de habeas corpus negado por duas vezes. Um deles fugiu da prisão e se apresentou no interior do estado do MT e também frequentou uma escola evangélica e participou de um grupo de escoteiros no Tocantins, entre 1989 e 2000.

Ação da PF

A ação da PF, que resultou na prisão dos suspeitos na última quinta-feira (21/07), ocorreu nos Estados do Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. A operação foi planejada e realizada em cooperação com serviços de inteligência de outros países.

Segundo o ministro Justiça, Alexandre de Moraes, o serviço de inteligência do governo detectou que o grupo preso passou de simples comentários, via Telegram e Whatsapp, para, de fato, “atos preparatórios” de ataques.

De acordo com o ministro, integrantes do grupo preso fizeram juramento de lealdade ao Estado Islâmico pela internet. Um deles teria entrado em contato com um site no Paraguai para comprar um fuzil AK 47. O grupo também trocou mensagem comemorando os recentes atentados em Nice, na França, e em Orlando, nos Estados Unidos.

“Houve um primeiro contato com o Estado Islâmico. Houve um juramento. Na sequência, houve uma série de atos preparatórios. Depois, esse grupo passou a entender que, com as Olimpíadas, o Brasil poderia se tornar uma alvo”, disse o ministro.

Segundo a Justiça Federal, quebras de sigilo de dados e telefônicos revelaram indícios de que os investigados preconizam a intolerância racial, de gênero e religiosa, além do uso de armas e táticas de guerrilha para alcançar seus objetivos. (Com informações – G1 TO)

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