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Dono de clínica e funcionários são presos suspeitos de homicídio e ocultação de cadáver de paciente

Agnaldo Araujo - |
Foto: Polícia Civil
O jovem está desaparecido há quase um ano

Adriana Santana //AF Notícias

A Policia Civil cumpriu mandado de prisão temporária, nesta segunda-feira (15), contra três pessoas suspeitas de homicídio e ocultação de cadáver do jovem Douglas Honório de Freitas, de 29 anos, que estava internado numa clínica para recuperação de dependentes químicos em Araguaína. O proprietário do estabelecimento está entre os presos. O jovem está desaparecido desde junho do ano passado.

As investigações do caso estão sendo conduzidas pela delegada Simone Melo, da 1ª Delegacia de Polícia de Araguaína. Os presos são Paulo Gutierre Duarte Leite, dono da CTA – Salvando Vidas; Leandro da Silva Araujo, segurança, e Suely Pereira Duarte, dentista e responsável técnica pela clínica.

O mandado de prisão contra Paulo foi cumprido dentro da própria Casa de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA), onde ele já se encontra preso pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e supostas agressões à namorada.

Foto: Divulgação
Proprietário da Clínica, Paulo Gutierre

Segundo a delegada, o jovem permaneceu na clínica apenas três dias, trazido da cidade de Tucumã (PA). O proprietário relatou que estava levando o paciente juntamente com o segurança para a UPA do Setor Araguaína Sul, quando ele desapareceu durante o trajeto.

“Essa versão não é verdadeira. Já tem quase um ano que estamos investigando e solicitei um extrato retroativo das ligações do celular dele [Paulo]. No dia do desaparecimento ele alega que logo após voltou para a Clínica para dormir, e não é verdade, pois o extrato retroativo mostra que ele foi para a beira de um lago no município de Filadélfia e lá permaneceu uma hora e meia, intervalo em que ligou 14 vezes para um telefone que está registrado no nome da tia dele, Suely. Ela alega que não sabe nada”, explicou a delegada.

Ainda conforme a delegada, um dos internos, que prestou depoimento, afirmou que a vítima, no dia do desaparecimento, não tinha condições nem mesmo de sair andando da clínica. “Tudo leva a crer que ele foi dopado muito fortemente e veio a falecer. Daí eles ocultaram o corpo”, afirmou.

O Corpo de Bombeiros já mergulhou no lago em busca do corpo da vítima, mas não conseguiu localizá-lo. A delegada afirma que há inclusive marcas de pneus de um carro que ficou atolado. “E não é um local frequentado para banho”, acrescentou. Uma nova busca será solicitada.

A delegada afirmou que, após denúncias de maus tratos, a clínica foi proibida de fazer internações compulsórias. “Atualmente faz apenas internação voluntária. Mas essa clínica precisa ser fechada. Vamos aprofundar nas investigações e repassar as informações à promotoria da saúde”, afirmou a delegada.

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