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Dor e comoção marcam enterro de agente de trânsito; familiares cobram das autoridades “resposta à altura”

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Caixão foi levado pelos colegas Agentes de Trânsito.

Uma multidão acompanhou o sepultamento do jovem Agenison Pereira Jorge, de 28 anos, na sua cidade natal de Formosa da Serra Negra, no último sábado (28/05), na região central do Estado do Maranhão, com aproximadamente 20 mil habitantes. Jorge, como era chamado, foi assassinado covardemente por um taxista clandestino enquanto fazia fiscalização na Avenida 1º de Janeiro, em Araguaína, na tarde do dia 27. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital, mas não resistiu. O tiro acertou a região do abdômen.

O agente de trânsito era bacharel em direito, formado pelas Faculdades Objetivo (GO), e um jovem dedicado, calmo e exemplar, segundo os colegas. Centenas de amigos e familiares acompanharam a despedida que foi marcada por dor e comoção.

O caixão foi levado pelos colegas Agentes de Trânsito, que se deslocaram de Araguaína para prestar as últimas homenagens. A família de Jorge é uma das pioneiras da cidade.

O crime revoltou a população de Formosa. Uma passeata está sendo organizada para a manhã de terça-feira (31/05) em manifestação ao assassinato do jovem. A concentração ocorrerá na praça central da cidade.

Vários amigos e familiares deixaram também mensagens na página social de Agenison e cobraram justiça.

“Primo, você se foi tão jovem, mas nos deixou o melhor de você, seu belo e imenso sorriso, sua generosidade. Sempre te encontrava na rua trabalhando feliz e sorridente. Agora aquela rua não vai ser a mesma nunca, pois sempre vai faltar seu sorriso. ‪#‎queremosjustiça”, pediu Naiara Coelho de Melo.

O irmão, Adeilton Jorge, também fez um desabafo nas redes sociais e cobrou uma resposta à altura das autoridades competentes. “Perdi um irmão aos 28 anos de idade, no ofício de seu trabalho, de uma das formas mais cruéis. Pois foi assassinado covardemente, único e exclusivamente por exercer seu trabalho de forma correta, que era fazer educação de trânsito e exigir que as leis de trânsito fossem cumpridas. Morreu sem sequer saber porque estava sendo alvejado. Interrompendo os sonhos de um menino sonhador, deixando família, namorada, colegas e amigos desolados. Vá com Deus meu mano, ficaremos com suas boas lembranças, você jamais será esquecido. Esperamos justiça, e que os órgãos competentes deem uma resposta à altura”, desabafou.

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