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É ‘desespero’ atribuir a Fabrício Martins a culpa pela própria morte, diz advogado da família

Agnaldo Araujo - |
O jovem foi morto a facadas

Márcia Costa//AF Notícias

O advogado e assistente de acusação no caso da morte do estudante Fabrício Martins, Davi Santos Morais rebateu a afirmação da defesa de que a própria vítima teria provocado o homicídio e disse que essa versão é uma “ação de desespero”.

Em entrevista, o advogado do acusado Hiago Pereira afirmou que ele estava sofrendo ‘ameaças terríveis’ e que cometeu o crime “por uma forte e emocional provocação da vítima, Fabrício”.

O crime aconteceu na noite de 19 de maio, por causa de uma discussão que teve início em um vídeo gravado por Hiago enquanto Fabrício estava no banheiro da empresa, onde trabalhavam. Depois de tomar conhecimento do vídeo, Fabrício passou a exigir vantagem em dinheiro para não denunciar Hiago à empresa.

Foto: AF Notícias
Assistente de acusação

Hiago Pereira foi preso no dia 8 de junho, quando confessou ter matado a facadas Fabrício Martins e escondido o corpo debaixo de uma ponte no Córrego Canindé, onde só foi encontrado quando já estava em estado avançado de decomposição.

Segundo o advogado da família do estudante Fabrício Martins, a defesa só esclareceu que Hiago é uma “pessoa desequilibrada e que não consegue conter suas emoções” ao afirmar que ele matou Fabrício Martins após ser “provocado”. “Então, caso Hiago estivesse em liberdade colocaria em risco a garantia da ordem pública, pois diante de outra provocação poderia voltar a cometer novo crime, demonstrado ter sido acertada a decisão do magistrado que decretou a prisão preventiva do acusado”, disse.

Para o assistente de acusação, a defesa é “contraditória” ao afirmar que Fabrício provocou o homicídio ao tempo em que confirma que Hiago gravou um vídeo íntimo da vítima (por cima da parede do banheiro da empresa), o que seria o motivo inicial de toda a tragédia.

Em relação às demais ilações apresentadas pela defesa, inclusive quanto ao modus operandi do delito, a defesa não levou nenhuma prova aos autos, ao contrário do Ministério Público, que ao oferecer denúncia em desfavor de Hiago, trouxe todo um lastro probatório”, ponderou.

Conforme o assistente, negar o crime diante de todas as evidências é mais uma prova de frieza de Hiago. “Vemos que após cometer o delito, mesmo sendo colega de trabalho da vítima, o acusado Hiago continuou realizando suas atividades rotineiras, inclusive frequentando o ambiente de trabalho que era de ambos. E agora, ao invés de confessar e demonstrar arrependimento, tenta mais uma vez dissimular sua conduta”, finalizou.

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