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Eduardo Siqueira é suspeito de receber propina de R$ 600 mil em contrato do Detran

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
Deputado estadual Eduardo Siqueira

A Polícia Federal deflagrou a 12ª fase da Operação Acrônimo nesta quarta-feira (30/11). De acordo com informações, os policias cumprem mandados no Tocantins e no Distrito Federal. Estão sendo cumpridos quatro mandados de condução coercitiva e cinco de busca e apreensão.

A operação foi deflagrada em 2015 e investiga um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Tocantins. Os alvos dessa fase são o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) e o ex-diretor do Detran coronel Júlio Cesar Mamed.

O esquema sob investigação foi revelado pelo empresário Benedito Rodrigues Oliveira, o Bené, que fez acordo de delação premiada. Ele contou ter pago R$ 600 mil em propina a Eduardo Siqueira em 2012, em troca de um contrato para confeccionar cartilha de educação no trânsito para o Detran.

Na época, Eduardo era secretário de Estado de Governo e o pai dele, José Wilson Siqueira Campos, governador. Segundo Bené, que é dono de empresas gráficas, na ocasião foi elaborado um projeto básico para a distribuição do material em escolas públicas.

O valor do suborno teria sido dividido entre Eduardo Siqueira Campos e um diretor do Detran do Tocantins. Dois colaboradores do então secretário teriam ficado com comissões de 10%.

Eduardo Siqueira

A assessoria do deputado afirmou, em nota, que ele se encontra na sede da Polícia Federal em Palmas prestando esclarecimentos em obediência a mandado de condução coercitiva.

“No documento, não havia especificação sobre qual processo ou operação em vigência. O deputado Eduardo Siqueira reafirmou que prossegue à disposição para todo e qualquer esclarecimento necessário”, finalizou a nota.

(Com informações – Estadão).

Foto: Divulgação
O delator, Benedito Oliveira Neto

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