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Educação e saúde serão as áreas mais afetadas com demissão de comissionados e temporários

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Governador Marcelo Miranda (PMDB)

O Governo do Estado vai cortar em pelo menos 20% o número de servidores comissionados e contratos temporários par reduzir gastos com pessoal e fazer uma economia mensal de aproximadamente R$ 7 milhões. As áreas da educação e saúde serão as mais afetadas.

A greve dos servidores já dura mais de 40 dias. Para piorar, o governador Marcelo Miranda (PMDB) enviou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) à Assembleia Legislativa sem a previsão de recursos para pagamento da data-base referente aos anos de 2015, 2016 e 2017.

Em agosto de 2016, existiam 15.104 contratos temporários no Estado, ao custo médio de R$ 38 milhões bruto ao mês. São 3.396 servidores efetivos com função ou cargo em comissão e 2.354 exclusivamente comissionados, um gasto total de R$ 9.682.984.63.

A ideia do Governo é possibilitar o pagamento da data-base 2016 dos servidores. Contudo, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sisepe), Cleiton Pinheiro, o valor da data-base deste ano é aproximadamente R$ 23 milhões e a redução está muito aquém do que dever ser praticado. Para o sindicalista, a redução no custo da folha de contratos temporários deveria ser de R$ 17 milhões e uma redução dos cargos comissionados de R$ 5,3 milhões.

“A meta do Estado é reduzir o impacto da recessão econômica e frustração de receita que estão agravando as dificuldades financeiras do estado, de modo a garantir o cumprimento das obrigações do governo, em especial, a folha de pagamento dos servidores”, diz nota enviada pelo governo. O governo afirma que outras medidas serão anunciadas nos próximos dias.

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