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Empreendedorismo nas escolas e faculdades é o caminho para a criação de empresas sólidas, afirma contador

Redação AF -
Foto: Divulgação
O desemprego tem criado os empreendedores por necessidade e não por oportunidade. Em menos de dois anos, mais de um quinto destas empresas fecham.

Empreender por oportunidade e não por necessidade. Este é o caminho mais seguro para que um negócio possa prosperar. No entanto, o atual cenário econômico brasileiro mostra uma realidade que pode enganar: o número de empreendedores cresceu no último ano, mas por causa do desemprego.

De acordo com dados da Receita Federal, somente em janeiro deste ano, o país ganhou 429 mil novos microempreendedores individuais (MEIs), modalidade mais buscada por quem quer abrir a própria empresa. O número é 7,09% maior se comparado ao mesmo período de 2015.

Mas tem o despreparo

Apesar dos bons números, outra realidade é latente: os primeiros dois anos de existência da empresa são os mais complicados. Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostram que 26,16% dos micro e pequenos negócios fecham antes deste prazo inicial.

O contador e diretor da Brasil Price, Ronaldo Dias, explica que o índice demonstra o despreparo por parte do empreendedor. “Um exemplo simples é o colaborador que trabalhou muito tempo como vendedor de uma loja, ficou desempregado e decidiu abrir uma empresa naquela atividade. No entanto, a expertise dele é em vender, ele desconhece as questões burocráticas, gestão, finanças, estratégias de mercado. Tudo isso é fundamental para o planejamento de uma empresa”.

Veja este outro dado: também segundo a RFB, o imposto pago pelos MEIs todo mês gira em torno de R$ 45,00 a R$ 50,00. Contudo, a taxa de inadimplência chega a 57,6%. “É a falta de hábito em lidar com as obrigações empresariais. Existe toda uma rotina tributária e fiscal que precisa ser seguida à risca, mas poucos se atentam a isso”, completa Ronaldo.

Possível solução

Em julho, o Senado aprovou o Projeto de Lei 772/2015, que introduz o ensino de Empreendedorismo nas grades curriculares dos níveis fundamental (a partir do 6º ano), médio e superior. O PL já pode seguir direto para análise da Câmara dos Deputados.

O propósito do texto é desenvolver nos estudantes e futuros profissionais noções e habilidades de planejamento, gerenciamento de projetos, entre outras informações do universo empreendedor.

“Este preparo formal desde a infância é primordial para que os empreendimentos nasçam por oportunidade e não só por necessidade. Não basta ter afinidade em uma determinada área. É fundamental conhecer os diversos níveis de uma empresa, incluindo a parte administrativa, tributária, mercadológica e estratégias de marketing”, pontua o diretor da Brasil Price.

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