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Empreiteiro fecha acordo de delação premiada e entrega políticos do Tocantins com foro privilegiado

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
A delação está aguardando homologação do STF

O empresário de Araguaína Rossini Aires Guimarães, dono da Construtora Rio Tocantins, fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e entregou políticos do Tocantins com foro privilegiado e, por isso, a delação está no Supremo Tribunal Federal para ser homologada. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (13), em reportagem da TV Anhanguera.

A empresa de Rossini recebeu cerca de R$ 135 milhões em contratos questionados pelos investigadores da Operação Ápia. Ele teve mandado de prisão decretado ainda na primeira fase da operação e depois passou a cumprir prisão domiciliar.

A delação dele é a única da Operação Ápia, que completou um ano nesta sexta-feira e até agora já tem 90 alvos e 500 indiciamentos. Mais de 2 mil documentos já foram apreendidos e analisados, 41 pessoas continuam com os bens bloqueados, num total de R$ 431 milhões, e um relatório de 226 páginas foi concluído e entregue ao MPF, que afirma haver necessidade de novas investigações.

A operação da Polícia Federal foi deflagrada para combater um esquema de fraudes à licitações públicas  execução de contratos administrativos celebrados para a terraplanagem e pavimentação asfáltica em diversas rodovias estaduais. As investigações apontaram um esquema de direcionamento de concorrências envolvendo órgãos públicos de infraestrutura e agentes públicos do Estado, nos anos de 2012/2014.

Os contratos são avaliados em R$ 1,2 bilhão e as fraudes devem chegar a R$ 200 milhões.

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 13 de outubro de 2016. Várias pessoas foram presas, entre elas, o ex-governador Sandoval Cardoso. Ele pagou fiança de R$ 50 mil e deixou a prisão 16 dias depois. Na ocasião, o também ex-governador Siqueira Campos foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento.

A segunda fase foi deflagrada também em outubro e prendeu quatro pessoas ligadas à Construtora Rio Tocantins, com sede em Araguaína, entre elas Janaína Aires Guimarães, filha de Rossine Aires Guimarães.

A terceira fase foi deflagrada em fevereiro de 2017 e quatro pessoas foram presas, incluindo empresários suspeitos de serem laranjas de políticos.

Já o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) e Renan Bezerra de Melo Pereira, filho do Procurador Geral de Justiça do Tocantins, Clenan Renaut de Melo Pereira, foram alvos da quarta fase da operação, que foi deflagrada em abril de 2017.

Todas as fases da Operação Ápia deram origem à Operação Convergência, que envolve o atual governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), e o Procurador Geral de Justiça do Tocantins, Clenan Renaut de Melo Pereira.

O procurador é suspeito de beneficiar empreiteiros e os filhos dele, que segundo a PF, teriam recebido propina por meio de um contrato fictício com um escritório de advocacia.

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