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Dotflex contesta versão sobre retenção de R$ 3 milhões do TicPass

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Dotflex diz que Cooperlota requereu dinheiro do TicPass após mudança na presidência da empresa

A Dotflex, empresa responsável pela gestão das passagens eletrônicas (“TicPass”) no transporte público complementar em Araguaína (TO) se manifestou, por meio de nota à imprensa, após ser acusada pela Cooperlota de reter indevidamente os valores recolhidos dos usuários.

Segundo a gestão da Cooperativa dos Transportadores Autônomos, a empresa teria deixado de repassar cerca de R$ 3 milhões desde o início do contrato, sendo este o principal motivo do atraso no pagamento do financiamento dos micro-ônibus. Diante disso, todos os 50 veículos foram recolhidos no último dia 20 de maio por ordem judicial. Desde então, a população está sem transporte público.

Já a empresa Doteflex esclareceu que trabalha com um sistema de conta gestão, onde são depositados todos os recursos dos créditos adquiridos pelos usuários através da recarga do Bilhete Eletrônico Municipal (BEM). O valor pago permanece em conta até que o usuário usufrua dos serviços e então o valor é repassado à prestadora (Cooperlota).

No entanto, a Dotflex afirmou que a direção da cooperativa passou a requer o dinheiro antecipadamente, antes que o usuário usufruísse dos serviços, o que foi negado para garantir a segurança. “Em março deste ano, devido a dificuldades econômicas e à mudança da presidência, a Cooperlota passou a requerer que disponibilizasse o montante da Conta Gestão, o que poderia levar prejuízo aos usuários que viessem a requerer o reembolso, razão pela qual a administração da Dotflex se negou a atender o pedido”, diz a nota.

Ainda conforme a nota, a manutenção do dinheiro em conta representa, sobretudo, uma segurança para o usuário, uma vez que possibilita ser ressarcido caso, por qualquer razão, desista de utilizar os créditos das passagens.

A empresa afirmou que está à disposição para prestar contas junto ao à Agência Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) e também para dar continuidade ao serviço junto à nova empresa que vier a assumir a exploração do transporte público municipal – caso a mesma manifeste interesse na parceria – ou para ressarcir aos usuários o valor creditado em seu bilhete eletrônico.

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