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Empresários devem ficar atentos com o velho “golpe do envelope vazio”

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Empresários do Tocantins são vítimas do "golpe do envelope vazio"

Um velho tipo de golpe está fazendo vítimas no Estado do Tocantins. Já não bastasse a crise financeira, os empresários ainda estão tendo que enfrentar os estelionatários que fingem ser clientes “bem intencionados”. Na Capital, o golpe do “envelope vazio” deu prejuízo de R$ 3 mil a uma empresária do ramo de confecções.

O estelionatário, que se identifica como “Dr. Roberto”, entra em contato com as vítimas, faz o pedido do produto, solicita a conta bancária e garante que fará o depósito do valor da aquisição. Segundo a empresária, que preferiu não ser identificada, o estelionatário “Dr. Roberto” ligou para a empresa e solicitou a confecção de 150 calças jeans, cuja encomenda sairia por R$ 10,2 mil.

“Aceitamos prontamente o pedido feito semana passada, pois até então, para nós, é normal esse procedimento”, contou indignada a empresária lembrando que o golpista fez um depósito em um envelope de uma unidade financeira em Cuiabá.

Ainda segundo ela, foi informado ao “Dr. Roberto” que seria preciso o adiantamento de 50% para a produção das peças. “Prontamente ele respondeu que pagaria tudo a vista, daí pediu o número da nossa conta e passamos. Em seguida ele ligou informando que o valor havia sido depositado via cheque. Até aí tudo bem”, relatou.

Contudo, no dia seguinte, ainda conforme a empresária, “Dr. Roberto” ligou novamente informando que não queria mais o número de calças solicitado, mas somente a metade do pedido. “Para justificar a má-fé, ele disse que houve um acidente com o caminhão dele e que iria ter um gasto de cerca de R$ 40 mil com o conserto e que devolvêssemos para ele 50% do valor do depósito que supostamente já havia feito”, relatou.

Sem imaginar que havia caído no velho golpe, a empresária pediu a conta do estelionatário. “Pedi então a conta dele para que a transação fosse realizada e ele passou. Naquele instante, informei que no momento não tinha os R$ 5,1 mil, mas apenas R$ 3 mil. Só depois do depósito efetuado é que o banco verificou que dentro do envelope havia um cheque cancelado e estornado. Perdemos um dinheiro suado, ganhado honestamente para uma quadrilha de gente ruim. A minha falha é que, antes de fazer o depósito para ele, não percebi que acima do extrato informava que o depósito dele aparecia como bloqueado”, disse.

Boletim de ocorrência

Na tentativa de que o golpista fosse localizado, a empresária fez o Boletim de Ocorrência (BO). “A frustração se tornou ainda maior. É que fomos informados pela Polícia Civil que dificilmente essas pessoas são encontradas e que muitas vezes esse tipo de golpe parte de dentro dos presídios. O que restou para nós foi o prejuízo”, disse.

Segundo o delegado Evaldo de Oliveira Gomes, segundo jurisprudência do STJ a competência para investigar o crime de estelionato efetivamente é onde ocorre o prejuízo da vtima. “Neste caso é a sede do banco em que houve depósito ou tranferência bancária. Quando os casos são comunicados aqui em Palmas ou no Estado do Tocantins em geral, eles são encaminhados a Politer para a sede onde fica a agência bancária”, explicou.

Gomes ressaltou que as pessoas precisam ficar atentas. “A observação que fazemos é que as pessoas estejam atentas e efetivamente conferir as suas transações bancárias. Realizar uma movimentação de valores sem conhecer a pessoa na vontade de ganhar em cima do seu trabalho pode causar um prejuízo. A pessoa precisa ter um cadastro dos clientes, precisa conhecer os clientes e sempre conferir os dados bancários. Existe associações criminosas que atuam com crimes virtuais. A pessoa incorre também na prática de delito mesmo sem ter conhecimento. O empresário tem o dever de saber com quem transaciona”, lembrou.  (Raimunda Carvalho – Portal CT)

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