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Entidades exigem rigorosa apuração sobre caso de abuso sexual de crianças envolvendo ex-senador no Tocantins

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
O ex-senador foi solto após pagar fiança de R$ 22 mil

A Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED/Seção DCI Brasil) e o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Glória de Ivone (CEDECA-TO) exigiram rigorosa apuração e responsabilização dos agressores no caso do abuso sexual de duas crianças no município de Guaraí (TO), que veio a público em janeiro de 2016, envolvendo o ex-senador pelo Tocantins, Nezinho Alencar, de 67 anos.

As entidades ainda solicitaram ao Sistema de Justiça do Tocantins a tratarem o caso com absoluta prioridade, razoável duração do processo e com base em todas as normas de proteção da infância e adolescência estabelecidas na Constituição Federal de 1988, no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei no 8069/1990), na Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas (Decreto no 99.710/1990) e no Código Penal.

O ex-senador foi preso no dia 23 de janeiro de 2016 acusado de abusar das duas crianças, de 8 e 6 anos. A Polícia Federal informou na época que as crianças são filhas de um vaqueiro que é funcionário de uma das fazendas do político. A denúncia foi feita pelo pai das crianças depois de gravar um vídeo do político abusando delas para provar o fato. O ex-senador foi preso, mas pouco tempo depois foi solto após pagar fiança de R$ 22 mil.

Conforme noticiou o  jornal O Globo no dia 15 de maio de 2016, as crianças e seus familiares tiveram que fugir de suas casas e se encontram inseridas em programa de proteção em local sigiloso protegido pelas autoridades. Segundo a reportagem, após terem a dignidade sexual violada e serem obrigadas a deixar tudo para trás, afim de salvar suas vidas, as crianças e sua família clamam por justiça.

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