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Escola será fechada para ampliar prédio de faculdade particular, diz vereador Gideon Soares

Agnaldo Araujo - | - 769 views
Foto: Divulgação
Vereador Gideon Soares

O vereador Gideon Soares (PRTB) criticou o anunciado fechamento da Escola Paroquial Sagrado Coração de Jesus e disse que a verdadeira causa é o crescimento da Faculdade Católica Dom Orione, que funciona no prédio ao lado. Segundo o parlamentar, a escola está ‘praticamente sufocada pela instituição particular’.

A Congregação Orionita Pequena Providência alegou deterioração do prédio da unidade de ensino e determinou o encerramento das atividades na escola para o dia 31 de dezembro de 2017. A decisão não agradou os pais e nem os alunos.

Infelizmente o que podemos notar é que o fechamento da escola ocorrerá por causa da ampliação da faculdade particular. A escola vai sair dali para que a faculdade se abrigue”, disse Gideon Soares.

O parlamentar também fez um apelo ao Governo do Estado para tentar encontrar uma solução a fim de que a escola não feche as portas. A unidade funciona há mais de 60 anos na cidade e tem parceira com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc).

Gideon Soares ressaltou que a Escola Paroquial é referência no município e não possui interferência política. “Os pais sabem da educação que é ensinada nesse lugar. Uma escola que tem direcionamento, que tem uma boa equipe e que possui história em Araguaína. Não tem como o Estado fechar os olhos para essa situação. É preciso atitude para garantir que essa escola continue funcionando”, afirmou.

Apesar de fazer o apelo ao Governo, o vereador afirmou que a igreja Católica e a Seduc aparentemente não querem solucionar o problema e evitar o fechamento da unidade escolar. “É lamentável a falta de vontade da Faculdade Católica e do Governo em resolver a situação”, ponderou.

CONTRA O FECHAMENTO

A Comissão de Pais iniciou um abaixo-assinado na internet contra o fechamento da escola e a Câmara de Araguaína também promoveu uma audiência para discutir o caso. No entanto, o padre Eduardo Caliman, representante das escolas paroquiais, e Maria Florismar do Espírito Santo, diretora Regional de Educação, não compareceram.

Diante do impasse, os alunos seguem aflitos sem saber onde vão estudar no próximo ano e os pais ainda seguem com esperança de evitar o fechamento da escola.

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