‘Eu não faço aliança com o Diabo’, avisa pré-candidato a governador do Tocantins

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Jair Bolsonaro e César Simoni (PSL)

Nielcem Fernandes // AF Notícias

César Simoni (PSL), promotor de justiça aposentado, ex-secretário de Segurança Pública do Estado e pré-candidato ao Governo do Tocantins com o apoio do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Em entrevista exclusiva ao AF Notícias, ele disse que sua proposta é valorizar a pátria, a família e a propriedade.

Não roubar e não deixar roubar, essa é a nossa principal proposta. Temos que fechar as torneiras da roubalheira. Do jeito que está nenhum país consegue suportar. Hoje se ganha terra invadindo. Ninguém cultua a bandeira ou o hino. Tem muita gente indo embora porque não acredita no Brasil. Essa é a proposta que a gente trás, nós temos que resgatar esses valores”, disse.

Para o pré-candidato, a abstenção do eleitorado tocantinense representa o anseio pela mudança. “Tenho para mim que esse eleitorado está esperando uma proposta nova que eu trago com o Bolsonaro. Não sabemos qual o comportamento e qual a decisão de quem não foi votar. Temos que trabalhar em cima da abstenção e em cima daqueles que venderam uma bandeira e não entregaram”, disse.

Foto: Nielcem Fernandes / AF Notícias
O pré-candidato do PSL está articulando a participação de Jair Bolsonaro na convenção do dia 5 em Palmas

Sobre as possíveis alianças para disputar o pleito de outubro, Simoni foi enfático. “Não faço aliança com o Diabo. Não negocio princípios, não negocio órgãos e nem cargos por que isso não é meu, é do povo. A minha maior aliança é com o povo. Não faço nenhuma questão de fazer aliança com políticos, pois os que aí estão já mostraram o que podem fazer. Eu quero aliança com quem precisa de mudança, que é o povo”, afirmou.

Simoni quer montar uma chapa puro-sangue e adiantou que isso só não ocorrerá se houver imposição da nacional. “Temos nomes definidos dentro do partido. Não temos fora e nem queremos ter. O agente da Polícia Federal Farlei Mayer (PSL) será nosso representante em uma das vagas ao Senado. Pode ser que a gente não vá com um segundo nome. Muito provavelmente não teremos um nome de fora do partido a não ser que haja uma imposição da nacional”, concluiu.

A convenção do PSL no Tocantins acontecerá no dia 5 de agosto na sede do partido em Palmas. O nome do candidato a vice-governador deve ser anunciado durante a convenção. É aguardada a presença do presidenciável Jair Bolsonaro.

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