Ex-diretor Geral da Assembleia é apontado como líder de esquema criminoso

Redação AF - |
Foto: AF Notícias
Operação Espectro da Polícia Civil.

Três pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil suspeitas de integrarem um esquema de desvio de recursos públicos por meio de funcionário fantasma na Assembleia Legislativa do Tocantins. O resultado da 1ª fase da Operação Espectro foi apresentado à imprensa nesta quinta-feira (22).

Os indiciados são o ex-diretor Geral da Assembleia Legislativa, Antonio Ianowich, o ex-Diretor de Modernização Tecnológica, Danilo Parente, e o atual coordenador de Almoxarifado e Estoque, Flávio Negreiros Alves.

A Polícia Civil apontou como líder do esquema criminoso o ex-diretor Antonio Ianowich, que atuou no Biênio 2015/2017, durante a gestão do ex-presidente Osires Damaso, que não é investigado. Ele seria o responsável por encaminhar o decreto de nomeação do servidor fantasma com data retroativa a 12 meses, bem como fazer a inclusão em folha, o pagamento retroativo, a supressão e a falsificação de documentos.

O ex-diretor também é acusado de dar o comando ao coordenador de Almoxarifado, apontado como operador do esquema, para intermediar e cooptar o funcionário fantasma. Este, por sua vez, faria o envio da folha de frequência, o recolhimento da documentação e pegaria o dinheiro em espécie, cerca de 90 mil reais.

Já o funcionário fantasma teria sido indicado para o cargo de Diretor de Modernização Tecnológica, Danilo Parente, que recebeu mais de R$ 170 mil em um único pagamento, embora tenha sido nomeado e exonerado no mesmo Diário Oficial. A nomeação ocorreu com data retroativa a 1º de janeiro de 2016, um feriado nacional.

Eles foram indiciados por seis crimes: concussão (exigir vantagem indevida), peculato, falsidade ideológica, supressão de documentos, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a polícia, a investigação começou a partir da apreensão do celular de Danilo Parente, no qual constava mensagens de WhatsApp direcionada aos demais envolvidos, corroborado com seu depoimento e também com a conclusão da sindicância administrativa realizada pela Assembleia Legislativa.

Após o caso ser denunciado pela imprensa, segundo a polícia, o próprio Danilo se arrependeu e procurou o Ministério Público para colaborar com a investigação.

“Essa operação terá continuidade. Tem vários inquéritos apurando diversos tipos de fraudes nesse sentido nos vários âmbitos da administração pública do Estado e Municípios”, declarou o delegado Guilherme Rocha Martins.

Foto: Nielcem Fernandes/AF Notícias
Coletiva de imprensa da Polícia Civil do Tocantins

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