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Ex-governadores Sandoval e Siqueira Campos são alvos de operação que investiga fraude de R$ 1,2 bi

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Sandoval foi preso e Siqueira conduzido coercitivamente

Dois ex-governadores do Tocantins são alvos da operação Ápia da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta quinta-feira (13), para desarticular um grupo que fraudava licitações para obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica em diversas rodovias estaduais. Os contratos são avaliados em R$ 1,2 bilhão e as fraudes devem chegar a R$ 200 milhões.

Segundo apurado pelo AF, o ex-governador Sandoval Cardoso (SD), que está em Goiânia (GO), deve se apresentar ainda hoje à PF. Há um mandado de prisão temporária decretado pela Justiça Federal contra o ex-gestor. Já o ex-governador Siqueira Campos (sem partido) foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento. A Polícia Federal também faz buscas na Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra).

Sandoval foi governador tampão do Estado após Siqueira Campos, que havia assumido em 2011, ter renunciado ao cargo tentando viabilizar a candidatura do seu filho, Eduardo Siqueira, ao Governo nas eleições 2014. Como o nome não teve aceitação, Sandoval acabou disputando a reeleição, mas foi derrotado pelo atual governador Marcelo Miranda.

No foco das investigações está um contrato de financiamento firmado com o Banco do Brasil, objetivando obter recursos do BNDES e captados no exterior no valor de R$ 1,2 bilhão. Conforme a decisão da Justiça Federal, os dois ex-governadores atuaram diretamente nesse contrato.

O Ministério Público Federal relata que Siqueira Campos “protagonizou fato incomum” às vésperas das eleições de 2014, quando renunciou ao cargo de governador, acompanhado do vice, João Oliveira.

O MPF alega que “a renúncia de Siqueira Campos fazia parte de um plano adrede arquitetado para manter o mesmo grupo político no poder e eleger o filho de Siqueira Campos, José Eduardo Siqueira Campos, como deputado estadual”.

O órgão diz ainda que o deputado estadual seria “beneficiário das doações eleitorais das empresas investigadas, assim como Sandoval Cardoso e Eduardo Gomes, que concorreram, no mesmo pleito, aos cargos de governador e de senador, respectivamente”.

Matéria atualizada às 9h30 com correções.

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