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Ex-prefeito de Goiatins ganha liberdade após população pagar fiança com ‘vaquinha’ de R$ 50 mil

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Recepção do ex-prefeito em Goiatins

Fernando Almeida

Preso há 10 meses, o ex-prefeito de Goiatins, Vinícius Donnover Gomes (PSD), deixou o presídio Barra da Grota na noite desta quinta-feira (25). Ele ganhou liberdade por meio de habeas corpus expedido pelo desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Ney Belo, que determinou a soltura mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 50 mil.

Ao sair do presídio, o ex-prefeito seguiu diretamente para o município de Goiatins, distante cerca de 100 km de Araguaína. O advogado de defesa, Marcílio Gomes, afirmou que a população foi solidária com o ex-gestor. “Só foi possível o pagamento da fiança graças à população de Goiatins, que voluntariamente doou os recursos até conseguirmos o montante de R$ 50 mil”, disse.

O advogado ressaltou ainda que o ex-gestor saiu do Barra da Grota por volta das 20h20 e no trajeto foi saudado por populares dos povoados. A população recebeu Vinícius Donover no povoado Alto Limpo, local onde mora. “Foi recebido com muita festa e alegria”, contou o advogado.

A defesa também argumentou que o prefeito é inocente. “A defesa acredita que Vinícius é inocente. Que em momento algum ele participou de organização criminosa para cometer crimes ou desviar recursos. Inclusive, suas próprias obras em todos os povoados na cidade provam [que todo o recurso era aplicado no destino correto]. E a defesa acredita em sua inocência e provará nos autos”, pontuou.

Prisão

O ex-prefeito de Goiatins foi preso pela Polícia Federal em julho de 2016. Na época, 13 pessoas foram alvos de uma operação que investigou um suposto esquema que teria desviado R$ 10 milhões da prefeitura. Além do então prefeito na época, secretários, vereadores e um oficial de justiça também foram alvos.

A PF informou, na época, que a investigação revelou a existência de um verdadeiro esquema criminoso, em que integrantes, entre eles o então prefeito, a primeira dama, os secretários de Finanças, Saúde, Recursos Humanos, contadores, dentre outros servidores públicos, falsificavam contracheques de servidores “laranjas” para a obtenção de empréstimos consignados perante instituições financeiras.

Na maioria dos contracheques falsificados contava o cargo de professor de nível fundamental, cujos salários, em Goiatins, são pagos com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A PF ainda identificou diversos outros crimes praticados pela organização, como desvio de recursos públicos, crimes eleitorais, fraudes em licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. (Araguaína Notícias)

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