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Exército de voluntários se organiza para bombar campanha de Bolsonaro à presidência

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Campanha do pré-candidato já tem sido difundida no TO

Um exército de voluntários tem se mobilizado intensamente nas redes sociais para bombar a campanha de Jair Bolsonaro (PSC) à presidência da República em 2018. Além de compartilhar suas postagens, os voluntários criaram comunidades online para divulgar seu nome pela internet.

Nos últimos anos, o deputado carioca transformou-se em um dos políticos com maior influências nas redes sociais, chegando a 4,2 milhões de seguidores no Facebook – mais do que o ex-presidente Lula (2,9 milhões) e do que o atual mandatário Michel Temer (580 mil). Neste ano, a popularidade começou a traduzir-se em intenção de voto.

Com o objetivo final de alçá-lo à Presidência do país, esses simpatizantes deixaram de lado as ações individuais e formaram uma rede ainda difusa, mas com representantes em vários lugares do Brasil, para reforçar a campanha. Impulsionados pela crise política, e com auxílio do próprio Bolsonaro, discutem as melhores estratégias para atrair público e orientam simpatizantes do congressista a agir para bombá-lo nas mídias sociais.

A estratégia online não tem data exata de criação, já que o ativismo foi se fortalecendo nos últimos anos. Muitos internautas dizem que ouviu falar de Bolsonaro pela primeira vez entre 2013 e 2014 pela internet.

Pesquisa

Em sondagem publicada em abril pelo Datafolha, Jair Bolsonaro ficou em segundo lugar na disputa de 2018 – em cenário que inclui Lula, Marina Silva e Aécio Neves -, com 15% das intenções de votos no primeiro turno. Em 2015, eram 4%.

O militar reformado está em seu sexto mandato na Câmara. Em 2014, foi o deputado mais votado do Estado do Rio de Janeiro, com mais de 460 mil votos.

Facebook e WhatsApp

No esquema digital, os chamarizes são as páginas no Facebook. A maioria cita o deputado no título e tem centenas de milhares de seguidores, como “Bolsonaro Opressor 2.0”, com 735 mil curtidas e “Bolsonaro Presidente”, com 493 mil curtidas.

As publicações, cujo alcance é de milhões de usuários, são um misto de fotos do parlamentar e críticas a representantes dos três Poderes.

Motivo para apoiá-lo

A palavra-chave para explicar o apoio a Bolsonaro, de acordo com os admiradores de algumas páginas, é honestidade. O fato de ele não ser citado em escândalos de corrupção se tornou um grande ativo

Mesmo diante de fatos polêmicos, como a afirmação do congressista de que seu antigo partido PP “recebeu propina, sim” – em referência a repasses do grupo JBS -, seus apoiadores continuam defendendo sua integridade.

Perfil do eleitor

O histórico ideológico de quem participa da campanha online é variado. Um se considerava marxista. Outro, simpatizante do PSDB. Um terceiro nunca pensou em apoiar políticos. Os dados divulgados pelo instituto Datafolha em abril dão mais informações sobre o eleitor de Bolsonaro.

Segundo o levantamento, ele se saiu bem entre os brasileiros abastados e com mais educação formal. No cenário em que disputa com Lula, Marina e Aécio, Bolsonaro atinge 27% das intenções de voto entre os que têm renda familiar mensal de R$ 4,7 mil a R$ 9,4 mil e 28% entre quem ganha mais do que isso. Lula, por exemplo, tem 19% nos dois estratos.

Chances de vitória

Explicado o funcionamento da força-tarefa pró-Bolsonaro nas redes, fica a pergunta: ela ajudou nas sondagens eleitorais? Provavelmente sim, diz o cientista político e pesquisador da FGV-SP Humberto Dantas.

“Estratégias no mundo virtual podem render bons alavancamentos. Não vejo outras razões para ter esse percentual do que a mobilização de seus apoiadores, porque ele não estava na mídia todos os dias e não é uma voz da oposição. Agora, a gente precisa entender se existe um teto para esse avanço e se ele já chegou lá”, disse.

No entanto, diversos cientistas políticos afirmam que o suporte virtual pode não ser suficiente. Para chegar a vitória, afirmam, outros elementos seriam necessários. O principal deles: tempo de televisão.

E o parlamentar está num partido pequeno e programas eleitorais mais extensos ficam com siglas ou coligações que têm maior bancada na Câmara.

(Fonte: Uol Notícias)

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