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Falta de alimentação nos hospitais comprova a “total incompetência do Estado”, diz presidente do SEET

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
O Seet voltou a notificar o Secretário de Saúde na última quarta, 04

O Sindicato dos Profissionais da Enfermagem no Estado do Tocantins (SEET), na manhã desta quinta-feira (04/08), notificou o Secretário de Estado da Saúde, Marcos Esner Musafir, com relação a falta de alimentação nas unidades hospitalares de todo o Estado

Conforme o sindicato, a alimentação está em falta desde o dia 31 de julho. “Os profissionais de enfermagem relatam que falta alimentação para servidores e acompanhantes, o que vem ocasionando transtorno ao atendimento”, afirmou a entidade.

Para o presidente do sindicato, Claudean Pereira Lima, esta situação é recorrente. “Infelizmente isso virou rotina nas unidades hospitalares do Estado. Já denunciamos estes descasos até ao Ministério Público, na tentativa de que este e outros problemas sejam solucionados, pois, os profissionais não aguentam mais ter que lidar diariamente com a falta de insumos e condições básicas de trabalho”, desabafou.

A falta de alimentação já foi parar até na polícia. Em julho, o presidente do Seet esteve na 1º Delegacia de Polícia Civil para depor sobre o inquérito aberto para apurar e responsabilizar os culpados pela falta de alimentação nos hospitais.

Durante o depoimento, o presidente afirmou que só este ano já faltou quatro vezes a alimentação nas unidades hospitalares, o que comprova, segundo o presidente, a total incompetência do Estado e da empresa contratada em gerir a alimentação nas unidades.

“É inadmissível o Governo do Estado colocar um profissional de enfermagem para trabalhar em um plantão de 12 horas sem oferecer o mínimo que é a alimentação”, argumentou ainda Claudean Pereira.

A notificação ao Secretário de Saúde reitera ainda o dever do Estado em oferecer segurança alimentar e nutricional, que por definição, compreende a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, não podendo ser negligenciado aos seus profissionais e tutelados.

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