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Faltam roupas no Hospital Regional de Araguaína e cirurgias são comprometidas

Redação AF - |
Foto: AF Notícias
Paciente entra no centro cirúrgico do HRA com lençol por falta de roupas

Em vistoria no Hospital Regional de Araguaína (HRA), o defensor público Sandro Ferreira verificou que a realização de cirurgias foi comprometida pela falta de rouparia na unidade hospitalar. A Defensoria Pública expediu a Recomendação nº 003/2017, nesta quinta-feira (26), solicitando que imediatamente providenciem solução quanto aos kits cirúrgicos a fim de que nenhuma cirurgia seja suspensa em razão da falta de rouparia e similares, bem como priorizem o fornecimento diário de enxovais para as unidades de terapia intensiva e sala vermelha.

O problema já tinha sido mostrado pelo AF em agosto desse ano, quando pacientes estavam usando lençóis para cobrir o corpo no centro cirúrgico por falta de roupas.

A vistoria foi realizada nesta quarta-feira (25). A Defensoria Pública estabeleceu o prazo de 48 horas para o implemento da Recomendação quanto às providências imediatas e advertiu que a continuidade da precariedade implicará no ajuizamento das medidas cabíveis.

A Recomendação solicita, ainda, que em 30 dias, apresentem relatório da situação quanto aos enxovais dos demais leitos e em 60 dias, apresentem informações sobre sistema de controle interno e fiscalização de gestão da hotelaria hospitalar, especificamente no que tange à rouparia.

Segundo o defensor, foram verificadas que a necessidade é de 40 enxovais para atender ininterruptamente 20 leitos de UTI e cerca de 80 kits para garantir o funcionamento do Centro Cirúrgico. “Ainda que se compreenda a dificuldade de reposição de roupas de cama para pacientes excedentes, para além da capacidade ordinária do hospital, é inaceitável a mesma falha em setores nevrálgicos, como Unidades de Terapia Intensiva e Centro Cirúrgico. Como justificar não possuir recursos, ainda que emergencialmente, para fazer frente a tão ínfimo aparato diante da importância do serviço e a magnitude da estrutura global de saúde hospitalar”, questionou Sandro Ferreira.

Durante a vistoria, o defensor verificou casos em que a rouparia é “emprestada” de outras unidades que regulam os pacientes ingressos, vez que na entrada não haveria enxoval disponível para o leito. Os pacientes não estão recebendo o enxoval diário, ou seja, sequer a troca de roupa de cama diária está acontecendo, por exemplo, um paciente pode demorar até 3 dias para ter os lençóis trocados, no quadro atual. Houve notícia de que o mesmo problema ocorre na “sala vermelha”, UTI.

Diante da notícia da suspensão, o Defensor Público verificou junto aos setores de “lavanderia” e “esterilização” a insuficiência de rouparia para reposição de setores emergenciais, em razão do tempo gasto no processo de higienização das peças e da baixa quantidade; assim, ocorrem inevitáveis falhas no fornecimento dos kits para o Centro Cirúrgico, bem como para os outros setores do hospital. “Dentre as consequências da inobservância das inconformidades com a rouparia e das insuficiências dos fluxos de higienização apontamos inequivocamente o aumento significativo dos riscos de contaminação”, disse o Defensor Público.

Estado

A mesma demanda é objeto de Ação Civil Pública Condenatória – em caráter de urgência, que solicita o bloqueio de verbas públicas do governo do Estado para a aquisição, em todos os hospitais do Tocantins, de lençóis, entre outros itens de rouparia. A ação foi protocolada na última sexta-feira, 20, pela DPE-TO, por meio do Núcleo Especialização de Defesa da Saúde (Nusa) e da 30ª Defensoria Pública de Saúde da Capital.

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