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Família questiona suposta resistência à prisão e troca de tiros com polícia; denúncia foi registrada junto ao MPE

Mara Santos - |
Foto: Divulgação
Matuzalem Sousa da Silva é acusado de envolvimento na morte do Cabo Dionedith Macedo

A família de Matuzalem de Sousa Silva, 30 anos, acusado de envolvimento na morte do cabo da Polícia Militar (PM) Dionedith Macedo, protocolou denúncia nesta quinta-feira (07/04) junto ao Ministério Público Estadual (MPE), questionando a abordagem policial ocorrida na tarde da última quarta-feira (06/04), durante o cumprimento de um mandado de prisão temporária. A família questionou a versão dada pela polícia. Segundo a denúncia, Matuzalem não reagiu à prisão e nem estava armado.

Segundo a PM, ao tentar adentrar à residência onde o suspeito estava, os policiais da equipe do Comando de Operações Especiais (COE) foram recebidos à bala. Diante da situação, os policiais revidaram e acabaram atingindo o acusado com cerca de cinco tiros, que foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Araguaína (HRA).

No escudo balístico utilizado pela equipe durante a ação é possível ver marcas de pelo menos dois disparos, que os militares afirmam ter sido efetuados por Matuzalem. Uma arma de fogo, com quatro munições deflagradas e duas intactas, teria sido encontrada com o acusado.

A família, no entanto, nega que Matuzalem estivesse armado e afirma que ele não teria resistido à prisão. Alega ainda que houve excesso policial, colocando em risco a vida de duas crianças, de dois e 12 anos, que também estavam no interior da residência e presenciaram tudo.

Diante da denúncia, o promotor de Justiça Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira requereu à comandante do 2º Batalhão da PM, Patrícia Murussi, que identifique e ouça o relato de todos os policiais envolvidos na ação e encaminhe, no prazo de dez dias, um relatório circunstanciado da ação.

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