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Farmacêutico foi obrigado a ‘fantasiar história’ sobre o caso Danillo Sandes, diz defesa

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Advogado criminalista Wendel Oliveira

O advogado criminalista Wendel Oliveira, que defende o farmacêutico Robson Barbosa da Costa, acusado de matar o advogado Danillo Sandes, declarou que seu cliente foi obrigado a “fantasiar uma história”, inclusive citando nomes de policiais militares do Pará, ao ser preso e interrogado pela Polícia Civil de Araguaína.

“Meu cliente foi obrigado a fantasiar uma história e cita nomes de pessoas que estão prestes a serem presas sem que as mesmas tenham envolvimento com os crimes em apuração“, diz o criminalista.

Robson Oliveira, 32 anos, foi preso dia 28 de julho acusado de ser mandante da morte do jovem advogado Danillo Sandes Pereira, 30 anos, executado com dois tiros na nuca. O crime teria sido ocorrido em razão do advogado se recusar a ocultar patrimônio de um inventário avaliado em R$ 7 milhões, em que Rosbon seria beneficiado em detrimento dos demais herdeiros.

Wendel afirmou que ao assumir o caso já se deparou com uma ‘delação’ de Robson, onde cita quatro PM’s de Marabá (PA), “como única prova produzida pela polícia”, porém, segundo o defensor, “não condiz com a verdade”. “Sendo obtida do acusado de maneira constrangedora e ilegal”.

“Voltamos aos tempos da ditadura e o mais estranho com a conivência do advogado que anteriormente ‘defendia’ o farmacêutico, é grave o que aconteceu”, dispara Wendel Oliveira.

Para o criminalista, o caso Danillo Sandes tem pelo menos duas outras linhas de investigação não exploradas pelos investigadores da Polícia Civil, mas não disse quais são elas.

“O caso Danilo Sandes tem pelo menos duas outras linhas de investigação não exploradas, e, vai ficar sem solução se tentar levar à frente às acusações contra a pessoa de Robson Barbosa, frustrando a aplicação de Justiça”, concluiu.

Questionado sobre o arsenal de armas de fogo encontradas na casa do acusado, o advogado disse que pertencia ao pai (falecido) e avô do seu cliente.

Procurado, o delegado José Rerrison Macedo, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), não quis comentar as declarações sob a justificativa de que a investigação corre em segredo de justiça.

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