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Federação diz que velório na Câmara é uma “inversão de valores, onde criminoso é sepultado com honrarias”

Redação AF - | - 526 views
Foto: Divulgação
Soldado Ivan foi morto durante uma tentativa de assalto na Capital.

A Federação dos Praças Militares do Estado do Tocantins (FASPRA-TO) emitiu nota de repúdio ao ato da Câmara de Vereadores de Barrolândia (TO), que abriu as portas para velar o jovem Lucas Lustosa Maciel, suspeito de matar, na ultima sexta-feira (01), o policial militar Ivan Borges de Lima, em Palmas, durante um assalto.

Para a Federação, a atitude da Casa de Leis ofende toda a categoria militar, a sociedade e os familiares que perderam o soldado Ivan de forma tão “injusta e inesperada”. “Com todo respeito à família de Lucas, mas não podemos tentar encobrir o fato de que o jovem era um criminoso”, afirma a nota da Federação.

A nota diz ainda que em tempos de crise econômica e social, o ato da Câmara de Vereadores é exemplo típico da inversão de valores na qual um “criminoso é sepultado com honrarias” em detrimento da imagem de um agente de segurança morto na tentativa de impedir o crime.

O soldado Ivan Borges de Lima foi morto na ultima sexta-feira (01), alvejado durante uma troca de tiros na tentativa de impedir uma pratica de assalto na empresa Ferrotec, quadra 1.012 Sul em Palmas.

A nota é assinada conjuntamente por oito associações: Associação dos Praças Militares do Estado do Tocantins (APRA-TO); Associação dos Praças e Servidores Militares do Estado do Tocantins (ASPRA GURUPI); Associação Independente de Cabos e Soldados e Demais Praças do 7º e 3º BPM (ASSICASOL); Associação dos Cabos e Soldados de Colinas (ACS COLINAS); Associação dos Cabos e Soldados do 5º BPM do Estado do Tocantins (ACS PORTO NACIONAL); Associação dos Militares de Paraíso e Região (ASMIRPAR); Associação dos Cabos e Soldados de Dianópolis (ACSD); Associação dos Praças do Bico (ASPRA BICO).

Sinpol também repudia

O Sindicato dos Policias Civis do Estado do Tocantins (Sinpol-TO) também repudiou o ato da Câmara. Para o Sinpol-TO, o ato é um desrespeito à sociedade, aos familiares do policial e a todas as categorias de policiais do Estado, que vem cumprindo com seus deveres, mesmo com falta de estrutura, de armamento, de veículos, entre outros aparelhos que possibilitam o exercício policial.

O sindicato ressaltou ainda que a Câmara de Vereadores é a “casa do povo”, local onde trabalham os representantes da população, eleitos democraticamente e que têm como papel de fiscalizar o trabalho do prefeito e a elaboração das leis. “O uso do local para velar um suspeito de homicídio, que cumpria pena por tráfico em regime semiaberto, fere o princípio da moralidade e os princípios éticos da sociedade”, afirma a nota de repúdio.

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