Filme do Tocantins competirá no Festival de Brasília, um dos maiores do Brasil

Agnaldo Araujo -
Foto: divulgação
O curta foi selecionado para o festival em Brasília

Um dos mais tradicionais festivais de cinema do Brasil, o Festival de Brasília terá em sua mostra competitiva este ano um representante tocantinense. “Passagem”, título do filme, é uma produção do diretor Ernesto Rheinboldt em parceria com  Thomaz Magalhães,  de Goiânia. O curta metragem é uma ficção abordando  a relação de mãe e filho com uma doença crônica e a morte.  O Festival de Brasília tem dia 15 e “Passagem” está inserida na mostra competitiva, o que é inédito para um curta de um diretor tocantinense.

Rheinboldt explica que o curta é uma co-produção de diretores e produtoras de Goiás e Tocantins com uma nova geração de atores.  Egresso do curso de audiovisual da Universidade Estadual de Goiás, Ernesto Rheinboldt, avalia que o cinema goiano está vivendo um novo momento com reflexos também na cena tocantinense. “Goiás começou a exportar profissionais.  Trabalho no Tocantins há 2 anos, com outros amigos, mas mantemos o vínculo com o cinema goiano. A qualificação técnica está mudando o cenário  do audiovisual goiano e pode ocorrer isso também no Tocantins quando aqui forem implantadas escolas técnicas de cinema ou cursos superiores”, disse.

Com relação à expectativa da participação do seu curta no Festival de Brasília, Ernesto considera que “Passagem” já é vitorioso de ter sido selecionado para a mostra  competitiva que será exibido no Cine Brasília. “Somos o único curta goiano-tocantinense concorrendo numa mostra que tem curtas premiados no Festival de Cannes e outros festivais de renome. É uma façanha ser parte da seleção oficial”, avaliou Rheinboldt.

SINOPSE

 “Passagem” é um drama que passa numa cidade do interior, onde mãe e filho tem uma relação próxima com a morte. Ela, interpretada por Márcia Gomes, portadora de doença crônica e ele, o ator Marcus Gouveia,  funcionário de uma funerária. No fim só lhes restam passagens sem despedidas.  Com tempo de 25 minutos, filmado  em digital e finalização em 2016 pelas produtoras Burokê (Goiás) e BR-153 (Tocantins).

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