Gestão Marcelo Miranda é suspeita de dar calote de R$ 456 milhões no Igeprev; TCE investiga

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (IGEPREV)

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE) determinou na terça-feira (6) tomada de contas especial para investigar possível calote do Governo do Estado no Instituto de Gestão Previdenciária (Igreprev), que é responsável por garantir a aposentadoria dos servidores públicos. A investigação foi solicitada pelo conselheiro Wagner Praxedes.

Conforme o relatório do conselheiro, até o dia 18 abril de 2018, o Estado do Tocantins não havia repassado ao Igeprev as contribuições dos meses de setembro a dezembro de 2017, décimo terceiro de 2017, janeiro, fevereiro e março de 2018, no valor total de R$ 456,3 milhões referente às retenções dos servidores e contribuição patronal.

Ainda segundo o TCE, a Defensoria Pública também deixou de repassar R$ 7,9 milhões referente aos meses de novembro de 2017 a março de 2018.

“Diante desse cenário, não me resta outra alternativa a não ser propor a esse Colendo Pleno que determine a instauração de tomada de contas especial, a fim de apurar os fatos, identificar os responsáveis e quantificar pecuniariamente o dano causado pelas inadimplências, sem prejuízo de, ao final, efetuar as comunicações aos órgãos competentes para adoção de outras providências cabíveis“, disse o conselheiro.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou a autuação da Secretaria da Fazenda, comandada atualmente por Sandro Henrique Armando, para apurar o motivo de o Estado não estar fazendo os repasses obrigatórios ao Instituto.

O relator determinou que seja claramente apurado os fatos, identificado os responsáveis e quantificado pecuniariamente o possível dano causado pelas inadimplências.

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