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Governo do TO suspendeu matrículas há três anos em escola que será fechada

Agnaldo Araujo - | - 941 views
Foto: Google Earth
Visão da frente da Escola Alfredo Nasser

O sistema online que recebe as matrículas em toda a rede estadual de ensino não aceita inscrições na Escola Estadual Professor Alfredo Nasser desde o ano de 2014. A informação foi repassada pelo presidente regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintet), professor Jesulê Guida da Silva. A escola é uma das pioneiras em Araguaína (TO) e será fechada pelo Governo do Estado sob a alegação de “falta de demanda” e redução de gastos.

Conforme o presidente, a falta de demanda pode ser “intencional”, pois a escola não recebe novas matrículas há três anos.

A proposta do Governo é fechar a escola Alfredo Nasser para instalação do Colégio Pré-Universitário, que funciona atualmente em um prédio alugado.

“O próprio Estado está criando esse mecanismo [falta de alunos] para fechar a escola”, argumentou. Segundo ele, muitos alunos estão procurando a escola para efetuar a matrícula, mas são informados de que não há vagas. Apenas quem já estuda na unidade tem a matrícula renovada. Isso fez com que o número de alunos caísse consideravelmente nos últimos anos, até o Governo alegar “falta de demanda”.

Como terão alunos se eles fecharam o sistema em 2014?”, indagou. Ainda segundo Jesulê, todas as escolas estaduais efetuam as matrículas pelo mesmo sistema online, o CGE.

Escolas de tempo integral

Outra preocupação do presidente regional do Sintet é com relação às escolas de tempo integral. O MEC selecionou três unidades em Araguaína para essa modalidade de ensino, são elas: Colégio Estadual Rui Barbosa; Cem Benjamim José de Almeida e Centro de Ensino Médio (CEM)  Paulo Freire.

O problema, segundo ele, é que muitos alunos serão transferidos para outras escolas, uma vez que não há estrutura física disponível para atender todos os atuais estudantes em tempo integral, já que eles vão chegar as 07h00 e sair somente as 17h00. “Se vão dispensar alunos, vão dispensar funcionários também”, disse.

Para ele, é necessário que tenha não só escola de tempo integral, mas também educação de tempo integral. As mencionadas escolas também não teriam estrutura para atender a parte das aulas práticas e os cursos de qualificação que serão ofertados. “A escola não tem equipamentos para isso e nem espaço. Queremos escolas de tempo integral sim, somos a favor. Mas primeiro que o Estado crie as condições necessárias”, finalizou.

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