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Greve dos servidores da saúde completa 29 dias e Sindicato diz que Marcelo Miranda foi “infeliz” em declaração

Redação AF -
Foto: Divulgação
A paralisação na saúde completa 29 dias nesta terça-feira (05)

A greve dos trabalhadores em saúde no Tocantins completou 29 dias nesta terça-feira (05) e ganhou novas adesões dos servidores das unidades de Alvorada, Araguaçu, Pedro Afonso, Palmas (Hospital Infantil), e Porto Nacional (maternidade Tia Dedé).

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Tocantins (Sintras), Manoel Pereira de Miranda, a entidade reforça que a continuidade ou não da greve é uma decisão majoritária dos servidores, e o sindicato apoiará até o governo atender as  reivindicações dos profissionais da saúde.

O fim da greve só depende do Estado apresentar uma proposta que seja viável para a categoria, portanto o sindicato aguarda um contato do governo para discutir a questão”, frisa Manoel Miranda.

De acordo com o Sintras, a diretoria executiva da entidade reunirá na próxima quarta-feira (06), para definir uma data da assembleia geral dos servidores da saúde ainda este mês para analisar o movimento e definir novas estratégias.

Caso o governo aponte uma proposta até a data desta assembleia, a mesma será apresentada aos servidores para deliberar se aceitam ou não”, afirmou o sindicato.

Relação com o governo

O Sintras disse que o governador Marcelo Miranda foi infeliz quando informou na mídia que a greve na saúde não justifica em virtude do pagamento do salário estar em dia.

O Sintras disse ainda entender que é mais que uma obrigação do Estado fazer o pagamento dos salários aos servidores, isso porque, segundo o sindicato, é a contraprestação do serviço executado e seus reflexos.

A entidade lembrou que a realização da greve é também uma garantia constitucional e também a manutenção do Plano de Cargo Carreira e Remuneração.

Ainda lembrou que o adicional noturno é garantido pela Lei n° 2.670, e conforme o sindicato, foi criado depois de muitas discussões com a categoria e no primeiro mandato do governador Marcelo Miranda, que como promessa de campanha disse que jamais diminuiria direitos de servidores.

Reivindicações

A categoria reivindica o cumprimento integral do acordo (pagamento do adicional noturno, da insalubridade e das progressões), bem como a regularização do pagamento do adicional noturno do mês de novembro, o pagamento das gratificações de urgências e emergências, os plantões extras, e a publicação das portarias de concessão de progressão e estágio probatório aqueles com direito até 31 de dezembro de 2014.

Além dessas pautas, a categoria reivindica melhores condições de trabalho com fornecimento de equipamentos de proteção coletivo e individual (E.P.C e E.P.I), alimentação em quantidade e qualidade nutricional, insumos materiais e medicamentos para profilaxia dos atendimentos aos pacientes e repouso noturno.

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