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Grupo compra 70% da empresa Odebrecht Ambiental por R$ 2,8 bi

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Odebrecht Ambiental/Saneatins opera o sistema de água e esgoto em vários municípios do Tocantins

A gestora de fundos canadense Brookfield comprou, por R$ 2,8 bilhões, 70% da Odebrecht Ambiental, braço do grupo Odebrecht que administra concessões na área de saneamento e respondeu por 2,6% do faturamento do conglomerado no ano passado. A empresa também atua em Araguaína (TO) com os serviços públicos de água e esgoto, detentora da Saneatins.

A Odebrecht Ambiental vendeu ainda sua participação nas empresas Cetrel e CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) por R$ 800 milhões. Sua fatia na Cetrel, que trata resíduos das indústrias do Polo Petroquímico de Camaçari (BA), foi adquirida pela petroquímica Braskem, hoje a principal empresa do grupo Odebrecht. A alemã ThyssenKrupp ficou com a CSA.

O anúncio da venda desses negócios estava previsto para ser feito nesta sexta-­feira (21/10) pela Odebrecht e pela Brookfield. O valor total das transações é de cerca de R$ 3,6 bilhões.

A Odebrecht

Criada em 2008, a Odebrecht Ambiental tem 6 mil funcionários e fatura cerca de R$ 2,5 bilhões por ano. Entre suas maiores fontes de receita, estão as concessionárias de água e esgoto da região metropolitana do Recife.

A empresa também atua na cidade do Rio de Janeiro, tem 12 concessões no Estado de São Paulo e atende todos os municípios do Tocantins. Principal grupo empresarial investigado pela Operação Lava Jato, a Odebrecht enfrenta dificuldades financeiras desde o ano passado e pôs à venda empresas e participações para tentar reduzir sua dívida, que gira em torno de R$ 100 bilhões hoje.

Balanço

Com a venda da Odebrecht Ambiental, o balanço do grupo ficará R$ 10 bilhões mais leve, já que a empresa controladora se livrará de R$ 7 bilhões em dívidas e receberá cerca de R$ 3,4 bilhões. Cerca de R$ 200 milhões ficarão retidos para contingências.

A empresa negocia desde maio um acordo com o Ministério Público Federal para colaborar com as investigações da Lava Jato em troca de redução das penas de seu ex-­presidente, Marcelo Odebrecht, que está preso em Curitiba há mais de um ano, e dezenas de outros executivos. (Folha de São Paulo).

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