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Portugueses vão investir R$ 300 milhões em polo logístico no Tocantins

Agnaldo Araujo - |
Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo
O polo logístico será construído em Porto Nacional

Um grupo de portugueses vai investir R$ 300 milhões para a construção de um polo logístico no Tocantins. A área será de 1,1 mil hectares em uma região localizada no “coração” do Brasil.

O investimento da Zona Especial de Negócios (ZEN) em Porto Nacional estará contíguo a um pátio da ferrovia Norte­-Sul e próximo da futura hidrovia do rio Tocantins, além de contar com rodovias e aeroportos na região.  “Será o maior condomínio multimodal da América Latina, um projeto totalmente financiado por capital privado”, disse José da Costa Lima, executivo da Logiport, que tem um plano para instalar outras onze ZENs pelo Brasil.

O investimento total da infraestrutura básica da ZEN será de R$ 300 milhões, sem que os sócios – além de portugueses, brasileiros e holandeses – tenham de recorrer a financiamento externo. Esses recursos preveem a implantação de uma infraestrutura básica para o funcionamento da área, como a instalação de um porto seco (área de desembaraço fiscal de mercadorias), tratamento de água e esgoto, energia elétrica, transbordo, hotéis, entre outros serviços.

Nessa área da ZEN, diversas empresas poderão instalar seus silos, armazéns ou mesmo fábricas. O grupo espera arrecadar R$ 5,5 bilhões com a venda desses lotes e potencializar mais de R$ 20 bilhões em investimentos totais na área, além de 35 mil postos de trabalho. Experiência similar já existente é o Porto Seco Centro Oeste, mas a ZEN Tocantins deverá ser mais de 20 vezes maior às instalações atuais de Anápolis (GO).

Segundo Costa Lima, falta ao Brasil uma plataforma de suporte para a produção dos Estados conhecidos pelo algorítimo Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), equivalente a nove vezes a área de Portugal, destaca ele. A ZEN do Tocantins poderá, disse ele, ser um local de suporte à produção de toda essa região para distribuição interna ou exportação, haja vista sua conexão com a ferrovia Norte­Sul e, dali, aos portos do norte do país – hoje já existe a ligação direta ao porto de Itaqui (Maranhão).

“Hoje, na China, compra­-se grãos dos EUA mais baratos do que do Brasil, embora o brasileiro seja mais em conta na porta da fazenda. Isso ocorre por deficiências na logística, que o nosso projeto pode reduzir”, disse Costa Lima, lembrando que, quando for instalada, a ferrovia Bioceânica entre Atlântico e Pacífico poderá também contar com o apoio da ZEN do Tocantins.

Na última terça-­feira (01/03), foi apresentado em Palmas o projeto desse condomínio industrial multimodal, o maior América Latina, em cerimônia com a ministra da Agricultura Kátia Abreu, e uma comitiva de mais de 40 empresários japoneses, com interesse no agronegócio brasileiro, além dos quatro secretários de infraestrutura da região do Matopiba.

“Dizem que a crise não chegou naquela região”, disse Mário Arnao Metello, um dos sócios da Logiport. (O Globo)

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