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Hospitais de Araguaína suspendem atendimento ao Plansaúde e usuários “peregrinam” na rede pública

Redação AF - |
Foot: Divulgação
Hospitais de Araguaína suspendem atendimento ao Plansaúde e usuários "peregrinam" na rede pública

AF Notícias //Da Redação

Desde o último sábado (7), quem busca atendimento nos hospitais e clínicas de Araguaína (TO) através do PlanSaúde – o convênio dos servidores públicos do Estado,está voltando pra casa indignado. O atendimento que já estava precário, agora foi totalmente suspenso devido as dívidas do Governo com os prestadores de serviços, da ordem de R$ 45 milhões.

Mesmo com os atrasos nos pagamentos, os médicos continuavam atendendo uma “cota mínima” de pacientes pelo plano, mas o Sindicato de Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Tocantins (Sindessto) não aceitou a proposta de pagamento de R$ 7 milhões feita nesta sexta pela Secretaria Estadual de Administração (Secad), e decidiu paralisar completamente os atendimentos pelo Plansaúde.

Em Araguaína, os dois principais hospitais – São Lucas e Dom Orione, também aderiram à suspensão, além das clínicas particulares e médicos pessoas físicas. A maior preocupação dos servidores é que a suspensão ocorre no momento em que o país vive um surto de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti – dengue, microcefalia e zika vírus.

Quem precisa de um diagnóstico da doença está procurando a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou as Unidades Básicas de Saúde.

Uma servidora pública, que preferiu não se identificar, relatou que hoje “peregrinou atrás de um médico pediatra para o filho que está com crise fortíssima de enxaqueca e sinusite”. “Acabei apelando para a automedicação. Fui no Hospital São Lucas, mas a funcionária desinformada ainda teve a audácia de dizer que urgência e emergência era na UPA. Plansaúde vai matar crianças igual ao SUS?”, questionou a mãe, desesperada.

A servidora ainda questionou: “Todos os meses desconta no meu salário a mensalidade do plano. Para onde está indo esse dinheiro? É preciso que o Ministério Público fiscalize o sumiço desse dinheiro”.

A presidente do Sindessto, Maria Lúcia Machado de Castro, afirmou que os serviços estão suspensos desde esta sexta-feira (6), e que somente urgências e emergências serão atendidas. De acordo com o Sindicato, os pagamentos deixaram de ser feitos desde agosto de 2015 e a dívida já chega a R$ 45 milhões.

A paralisação dos médicos pessoa física é também geral. O Plansaúde atende cerca de 88 mil beneficiários, incluindo servidores públicos e seus dependentes.

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