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Idealizador da Ficha Limpa pretende disputar Governo do Tocantins: ‘quero ajudar o Estado onde eu nasci’

Redação AF - | - 662 views
Foto: Divulgação
Marlon Reis é natural de Pedro Afonso.

O ex-juiz Márlon Reis, idealizador da Lei da Ficha Limpa, transferiu seu título eleitoral para Palmas na última sexta-feira (4). Márlon é advogado do partido Rede Sustentabilidade e disse que está à disposição da legenda para uma eventual candidatura no Estado do Tocantins. “Tudo é possível. Quero participar do debate político no Tocantins, ajudar o Estado onde eu nasci”, revelou.

Ao ser questionado sobre qual cargo poderá concorrer nas eleições de 2018, Márlon Reis comentou que não tem nada definido ainda. “Tudo será decidido coletivamente. Comuniquei isso (mudança de Zona Eleitoral) ao diretório nacional da Rede e do estadual. Recebi apoio e a partir de agora estou à disposição para colaborar”.

Já sobre uma possível aliança com políticos tocantinenses, Márlon ponderou que por enquanto não tem ninguém em mente, mas está aberto para diálogo.  “Conversarei”. E sobre a política nacional, o advogado acredita que o país está vivendo um momento crítico com as “aprovações de medidas impopulares no Congresso”.

Márlon Reis, 45 anos, é advogado especialista em Direito Eleitoral, nasceu em Pedro Afonso, no Tocantins e formou-se em direito pela Universidade Federal do Maranhão. É um dos idealizadores e redatores da Lei da Ficha Limpa, que impede a participação eleitoral de candidatos que tenham sofrido condenações criminais em âmbito colegiado

Ficha Limpa

Márlon Reis foi o primeiro juiz a impor aos candidatos a prefeito e a vereador revelar os nomes dos financiadores de suas respectivas campanhas antes da data da eleição. A lei, fruto de uma iniciativa popular, foi aprovada, em 2010, após a coleta de 1,6 milhões de assinaturas e a mobilização de outros milhões de brasileiros. A lei já barrou mais de 1.200 candidatos em todo o Brasil.

O advogado não acredita que a lei possa sofrer alterações futuras pelo Congresso. “Ela foi construída por milhões de brasileiros que se mobilizaram. Está socialmente protegida”, ponderou.

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