Idosa de 85 anos desmaia e espera mais de 5 horas por atendimento em Araguaína

Agnaldo Araujo - | - 883 views
Foto: Divulgação
A idosa estava passando mau e não foi atendida imediatamente pelo Samu

Márcia Costa//AF Notícias

A família de Joana Alves de Oliveira, de 85 anos, ficou revoltada com a demora do atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Araguaína. A idosa mora na Vila Cearense.

O filho da idosa, Luiz Ernandes, relatou que sua mãe passou mal por volta das 10 horas da manhã desta quinta-feira (18). Ela desmaiou várias vezes, a pressão alterou e o rosto ficou inchado.

Imediatamente, o filho ligou para o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência, mas disse que o médico afirmou que a ocorrência não era grave. O profissional também teria relatado que apenas uma viatura estava disponível para os atendimentos na cidade.

“Como não é grave? Diga-me se tenho uma idosa que está desmaiada em cima da cama, que tem hipertensão e está com o rosto inchado e isso não é grave? Estão esperando minha mãe morrer para atender? É um descaso esse Samu”, desabafou.

Como não conseguiu atendimento no Samu, Luiz Ernandes ligou para o Corpo de Bombeiros, mas foi informado que a equipe estava em outra ocorrência e iria atender a idosa “assim que possível”.

O filho de Joana Alves relatou que ela só foi atendida por uma equipe dos bombeiros por volta das 16h40.

O OUTRO LADO

Confira a nota da Prefeitura de Araguaína em relação ao caso:

“A Prefeitura de Araguaína informa que, após a solicitação de atendimento do Serviço Móvel de Urgência (SAMU/192) citado na reportagem, o médico regulador identificou que a vítima estava em um quadro de adinamia e fraqueza, necessitando apenas do transporte ao hospital, onde seria realizado o tratamento. A família foi orientada a proceder com segurança, sem necessidade da unidade de suporte avançado do órgão para o transporte.

Esclarece ainda que a unidade é utilizada para casos de extrema gravidade com risco iminente à vida, os quais a vítima não chegaria até o hospital sem que ocorram sequelas graves ou óbito. A regulação no atendimento evita que pessoas sob o risco de não terem o cuidado intensivo necessário em caso de extrema gravidade, como parada cardiorrespiratória, fiquem sem o atendimento. O SAMU possui três unidades de atendimento na cidade”.

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