Idosa de 96 anos vai às pressas para hospital em Nazaré, mas não encontra médico

Agnaldo Araujo - |
Foto: Gazeta
Hospital em Nazaré

Márcia Costa//AF Notícias

Moradores da cidade de Nazaré, no norte do Tocantins, estão sofrendo com a falta de médicos nas unidades de saúde do município. O problema já dura cerca de seis meses. A prefeita da cidade é Elvira Chagas de Araújo (PV).

Segundo a denúncia, ma maioria dos casos, os pacientes que necessitam de atendimento de urgência são encaminhados à UPA de Tocantinópolis, distante cerca de 30 km.

A moradora Rednalva de Araújo levou sua avó de 96 anos às pressas para o Hospital Municipal de Nazaré, mas não encontrou nenhum profissional na unidade. “De vez em quando aparece um médico no plantão, mas só atende a partir das 19 horas”, afirmou.

Em alguns casos, os moradores pagam do próprio bolso para encaminhar pacientes até outras cidades. “É uma verdadeira humilhação”, relatou.

Já na Unidade Básica de Saúde a médica atende apenas quatro pessoas por dia, segundo a moradora. “A médica atende apenas quatro pacientes, isso quando aparece aqui. Os demais voltam para casa”, disse.

Inconformados, vários moradores estão organizando através das redes sociais uma manifestação para cobrar providências da prefeitura.

“Vamos ocupar a frente da prefeitura. Pretendemos ocupar o prédio e só vamos sair de lá quando resolver o problema. Hoje o caso mais grave em Nazaré é a falta de médicos. Queremos exigir do poder público que a gestão cumpra com sua responsabilidade”, disse Lavina Silva.

Outro Lado

Em nota, o secretário de Saúde do Município, Arley Matias Rodrigues, negou a falta de médicos em Nazaré. “Qual cidade de 4 mil habitantes onde quatro médicos não são suficientes para atender a demanda? Hoje não falta médicos no município”, disse.

Já sobre os atendimentos feitos na UPA de Tocantinópolis, o secretário afirmou que só ocorre quando há imprevistos. “O atendimento que mandamos para lá é quando acontece imprevisto do médico não vir. Tem transporte, tem tudo, isso não é favor, isso é obrigação da UPA de atender essa região”, disse.

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