Investigado por corrupção, Chefe do MPE se aposenta com salário de R$ 30,4 mil

Redação AF -
Foto: Marcelo de Deus
Chefe do MPE do Tocantins

Em meio a investigações por fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro, o Procurador-Geral de Justiça do Tocantins, Clenan Renaut de Melo Pereira obteve “Aposentadoria Voluntária Por Tempo de Contribuição” com proventos integral, fixados no valor de R$ 30.471,11.

A decisão foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público do Estado do Tocantins, nesta segunda-feira (21). Quem assina o ato é o Subprocurador-Geral de Justiça.

A decisão de investigar Clenan Renaut foi proferida pelo ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também determinou a abertura de outros inquéritos após solicitação do Ministério Público Federal (MPF), relacionados à Operação Ápia.

Além do Procurador-Geral, também são investigados o ex-governador Marcelo Miranda, o ex-secretário de Infraestrutura Sérgio Leão e o filho do procurador-geral, Clenan Renan Pereira, que foi superintendente de Obras na gestão de Miranda. As suspeitas são de que obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica realizadas no Tocantins foram superfaturadas.

Em nota, na época da divulgação das investigações, o MPE-TO afirmou que a relação do procurador com o ex-governador Marcelo Miranda se restringiu ao estrito cumprimento de dever institucional.

Uma sindicância no âmbito da CNMP (Corregedoria Nacional do Ministério Público), órgão que fiscaliza a atuação de membros do MP, chegou a ser arquivada, mas foi reaberta recentemente e será revisada, após o STJ autorizar a abertura de inquérito contra o procurador-geral.

Foto: Divulgação
Aposentadoria do Procurador-geral de Justiça do Tocantins

Comentários pelo Facebook: