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Irmão de Marcelo, contador, secretário estadual e um suposto laranja do esquema estão entre os presos

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
O irmão de Marcelo Miranda foi preso

A Polícia Federal confirmou a prisão de José Edimar de Brito Miranda Júnior, mais conhecido como Júnior Miranda, irmão do Governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), no âmbito da Operação Reis do Gado. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) expediu um total de oito mandados de prisão temporária, sendo que seis deles já foram cumpridos nesta segunda-feira (28).

O secretário estadual de Infraestrutura, Sérgio Leão, também foi preso, além do contador Alaor Junqueira e Alex Peixoto, que é apontado como laranja no esquema.

Já a mãe do governador do Estado, Marly de Carvalho, sua irmã, Maria da Glória Carvalho Miranda, e seu pai, José Edmar Brito Miranda, foram conduzidos coercitivamente para prestar depoimento na Polícia Federal. Marcelo, Júnior e José Edmar tiveram todos os bens bloqueados. Eles seriam os responsáveis pela “engenharia” para lavagem de dinheiro oriundos de propina de contratos fraudados com o Governo do Estado.

O governador Marcelo Miranda também foi conduzido coercitivamente. Ele estava em sua fazenda na região norte do Estado e saiu do Aeroporto de Araguaína acompanhado de uma delegada federal. Ele foi ouvido pelo ministro Mauro Campbel, do STJ, numa sala da Justiça Federal, por ter foro privilegiado.

O ex-governador Siqueira Campos, Luciano Carvalho que é primo do governador, Antônio Luiz da Rocha que é tio do governador, e os empresários Luiz Pires e Rossine Aires também foram levados coercitivamente à Polícia Federal (PF) para prestar depoimento.

Foto: Ademir dos Anjos
Governador Marcelo Miranda, seu pai Brito Miranda e seu irmão, Júnior Miranda.

A operação

A Operação Rei do Gado foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (28/11) e investiga desvio de dinheiro público na ordem de R$ 200 milhões.

Conforme a PF, foram encontradas fraudes em contratos de licitações públicas com empresas de familiares e pessoas de confiança do chefe do executivo estadual, que teria gerado enorme prejuízo aos cofres públicos.

A lavagem de dinheiro se dava com compras de cabeças de gado no Pará e fazendas. Uma das fazendas da família do governador foi registrada em R$ 20 mil, mas é avaliada pelo dobro, R$ 40 mil.

Os investigados na operação responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção passiva, fraudes à licitação e organização criminosa.

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