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JN repercute prisão de alunos no Tocantins por ordem de promotor de justiça

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Estudantes foram levados algemados para a delegacia.

A prisão de estudantes no Tocantins foi destaque no Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite desta quinta-feira (27). O fato ocorreu na cidade de Miracema, onde um promotor de Justiça ordenou que a Polícia Militar algemasse estudantes que ocupavam uma escola pública em protesto contra a PEC 241 – que congela os gastos públicos por 20 anos.

As imagens mostram o promotor Vilmar Ferreira de Oliveira na entrada da escola. Ele pede para entrar no colégio ocupado desde quarta-feira (26), mas os estudantes pedem que ele espere o “nosso advogado chegar”. Contudo, o promotor ameaça os estudantes: “Você pode ser preso por desobediência, agorinha! Que advogado, rapaz? Abre aqui logo, você vai sair preso daqui”.

Com a chegada de um policial, mais discussão. Depois de alguns minutos, o portão foi aberto com o apoio de outros alunos.

Por ordem do promotor, a PM retirou 26 estudantes da escola. Eles foram colocados num ônibus, dois deles algemados. Um dos estudantes tem apenas 15 anos.

O destino dos manifestantes foi a delegacia da cidade. A Polícia Civil tomou primeiro o depoimento dos adolescentes. Do lado de fora, um grupo de jovens que apoiam as ocupações esperou pela liberação dos estudantes.

Os alunos retirados da escola ficaram na delegacia, sem contato com os pais. A mãe do adolescente que foi algemado estava angustiada. “Eu estou muito chateada. Meu filho é um menino muito, nossa, exemplar”, disse a mãe.

O Ministério Público do Tocantins divulgou uma nota onde diz que houve tentativa de diálogo, mas, como foi recusada, foi dada a ordem da desocupação, sem violência. Mas, como houve resistência de alguns estudantes, o promotor de Justiça ordenou que a polícia contivesse dois estudantes com algemas. A nota finaliza dizendo que uma decisão do STF permite isso em casos excepcionais.

Mas a Defensoria Pública quer processar o promotor. “Ele agiu com abuso de poder, com total arbitrariedade, e a Defensoria Pública vai tomar todas as medidas cabíveis”, disse a defensora Maria do Carmo Costa.

Por ordem de um juiz, todos os estudantes foram liberados.

A Corregedoria do Ministério Público do Tocantins vai investigar o procedimento do promotor de Miracema.

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