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Jornalista avalia a “difícil e árdua tarefa de Xeroso como secretário de Governo da gestão Dimas”

Redação AF - | - 942 views
Foto: Divulgação
Secretário de Governo Xeroso, ex-vereador de quatro mandatos.

Alberto Rocha // Jornalista

OPINIÃO – O nome dele é Edimones Matos Galdino, o Xeroso, um ex-vereador de quatro mandatos e com mais de vinte anos na vida pública. Mas, talvez, o cargo que exerce atualmente seja um dos mais difíceis e árduos que já enfrentou na vida pública.

Nas últimas eleições, Xeroso teve mais de 1.500 votos, mas ficou de fora. Seu azar foi ter concorrido no grupo da morte.  Faltaram pernas e fôlego no final da campanha. Mesmo assim, conseguiu arrancar a primeira suplência da coligação.

Hoje, Xeroso é o atual secretário de governo da administração Ronaldo Dimas.  Seu principal papel é articular ações políticas entre o Poder Executivo, o Legislativo e setores organizados da sociedade.  Xeroso tem consciência de que ele é a própria encarnação do Poder Executivo dentro da Câmara. Por isso, deve estar totalmente associado à realidade do Executivo, principalmente na condução e articulação para a aprovação de projetos de interesse do prefeito.

E nesse jogo de poder, o secretário tem mostrado jogo de cintura ao não fazer o papel de “bobo da corte” nesse labirinto político, onde só sobrevivem os mais espertos. Como dizem por ali os próprios parlamentares: “o mais bobo aqui é vereador”.  Se o mais bobo consegue ser vereador, imagina o que não pode ser o mais esperto.

É nesse ambiente de pólvora que Xeroso vai administrando a matemática da traição e um vulcão de ressentimentos, através do diálogo franco, reto e curto com os ex-colegas vereadores.  Quando ele acerta, ganha ponto para ele e para o Executivo. Mas quando o efeito é o contrário, corre o risco de caminhar para a ribanceira.

Por enquanto, Xeroso vem conseguindo desenvolver bem o seu papel, apagando as fogueiras da ambição desmedida pelo espaço e outras benesses. Não é fácil. Cada vereador quer uma fatia do bolo. Uns são mais gulosos e ciumentos que outros. Mas, negociar para que todos saiam ganhando, faz parte da rotina de Xeroso, pois, na linguagem da sobrevivência e dos arranjos políticos, não existe outra língua a não ser aquela falada para o próprio umbigo.

Pelo sim, pelo não, quem avisa amigo é: Em rio que tem piranha, jacaré não se assanha.

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