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Juiz que derrubou aumentos salariais de políticos em Colinas está de volta à cidade

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Fórum da cidade de Colinas onde o juiz deve atuar

O juiz que derrubou, por duas vezes, o aumento salarial dos políticos de Colinas do Tocantins está de volta à cidade. José Carlos Ferreira Machado havia sido transferido pelo Tribunal de Justiça para a Comarca de Pedro Afonso, mas agora foi designado para responder novamente pelo Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Colinas. A notícia agradou serventuários da justiça e sobretudo a população.

O retorno do magistrado ocorre após a Câmara aprovar pela 3ª vez o aumento salarial do atual prefeito da cidade, Adriano Rabelo (PRB), vice-prefeito e secretários municipais, no percentual de 30%.

Ao barrar os primeiros aumentos, José Carlos teceu duras críticas aos políticos da cidade, principalmente pelo fato de os professores do Município estarem recebendo abaixo do piso salarial nacional. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”, escreveu na época. Contudo, duas semanas depois, o magistrado foi transferido. A medida gerou críticas da advocacia e revolta dos moradores.

A portaria de retorno do juiz para Colinas foi publicada no dia 26 de junho e assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargador Eurípedes Lamounier. O magistrado também deve auxiliar na Comarca de Arapoema. Os trabalhos em Colinas devem ser retomados a partir do dia 03 de julho.

A batalha dos vereadores para aumentar o salário do prefeito de Colinas é uma das maiores de todo o Estado, e talvez do Brasil. Mesmo a justiça vetando os aumentos, os vereadores fazem manobras e emplacam novos reajustes. O último foi de aproximadamente 30%. Isso enquanto os professores da rede municipal estão sem receber o reajuste do piso nacional da categoria, de apenas 7,6%, desde janeiro de 2017.

O salário do prefeito saltou de R$ 16 mil para R$ 21.278,85 e será maior do que o subsídio dos gestores de Araguaína e Gurupi, segunda e terceira maiores cidades do Tocantins, respectivamente.

O primeiro reajuste proposto na Câmara era de 100%. Já no segundo aumento proposto e aprovado pelos vereadores, o subsídio do gestor subiria para R$ 21.278,85. No terceiro aumento, os vereadores aprovaram os mesmos R$ 21.278,85 – que deve ser pago com data retroativa a 1º de janeiro de 2017.

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