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Justiça condena jovem que foi presa com 14 explosivos e 13 detonadores

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
Na mala da jovem tinha 14 explosivos de demolição, 13 detonadores e cerca de 50 metros de cordão detonador

Débora Carvalho Silva, de 18 anos de idade, presa na rodoviária de Miracema (TO) em janeiro deste ano com uma mala contendo 14 explosivos de demolição, 13 detonadores e cerca de 50 metros de cordão detonador, foi condenada a três anos de prisão. A detenção ilegal de artefato explosivo é crime previsto no  Estatuto do Desarmamento. A sentença foi preferida pelo Juiz Marcello Rodrigues de Ataídes, da 1ª Vara Criminal da cidade.

Interrogada, a jovem confessou ter recebido R$ 2 mil de uma pessoa não identificada para levar a mala em um ônibus que partiu de Palmas com destino a Canaã dos Carajás, no Pará. Ela afirmou não ter conhecimento do interior da mala, pois teria sido informada que se tratava de material de trabalho.

“Depois de analisado o patrimônio probatório consolidado nas duas fases da persecução criminal – sede administrativa e judicial – concluo, sem a mais mínima dúvida, que a acusa, com sua ação, malferiu, sim, o preceito primário do artigo 16, parágrafo único, III, do Estatuto do Desarmamento”, anotou o magistrado na sentença que também condenou a ré a pagar 10 dias multa (cada dia 1/30 avos do salário mínimo deste ano).

Ao dosar a pena, o juiz fixou o regime aberto para o cumprimento e a substituiu por duas restritivas. A ré terá que prestar serviço à comunidade, por três anos, durante uma hora de tarefas por dia. Também está proibida de frequentar bares, boates, danceterias, casas de jogos e similares ou qualquer outro lugar que venda bebidas alcoólicas por três anos, além de não poder se ausentar da cidade onde cumprir pena sem autorização do juiz e deve informar mensalmente à Justiça suas atividades.

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