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Justiça decreta prisão dos quatro militares que atiraram em delegado de Polícia Civil

Redação AF - |
Foto: AF Notícias
Momento em que os militares atiram contra o delegado de Polícia Civil

Justiça decretou a prisão preventiva dos quatro policiais militares envolvidos na ação que baleou o delegado Marivan da Silva Sousa, na manhã deste sábado (28), em Guaraí, região central do Estado. O pedido de prisão foi apresentado pela Polícia Civil e os mandados expedidos pelo juiz plantonista e cumpridos ainda na noite de ontem.

Os quatro militares foram identificados como Frederico Ribeiro dos Santos, João Luiz Andrade da Silva, Tiago Marinho Duarte Peres e Cleiber Levy Gonçalves Brasilino. Eles devem responder por tentativa de homicídio e estão recolhidos numa cela do Batalhão da Polícia Militar de Guaraí, mas devem ser transferidos para Palmas, onde são lotados.

Os militares estavam numa viatura (L200) da PM sem nenhuma identificação, tanto no veículo quanto nas vestimentas, e com fuzis em punho, quando fizeram a abordagem do delegado que trafegava numa camionete SW4 pela região central da cidade.

Marivan estava desarmado e foi atingido com três disparos, sendo um na orelha, outro no braço e um terceiro de raspão na cabeça. Há também marcas de tiros na traseira do veículo. O delegado foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Guaraí e, posteriormente, levado de helicóptero para um hospital da capital. Seu estado de saúde é estável.

Marivan assumiu recentemente a função e está lotado na cidade de Colmeia (TO).

SINPOL e SINDEPOL

Para o Sindicato dos Policiais Civis, a atitude dos militares evidencia o ‘despreparo’. “Não podemos deixar que atitudes de despreparo como a evidenciada no presente fato, vitimem mais pessoas de bem, sejam estas policiais ou não”, disse Ubiratan Rebello, presidente do Sinpol.

Já a presidente do Sindicato dos Delegados, Cinthia Paula de Lima , afirmou que a “ação é o reflexo de atos ilegais que são praticados de forma costumeira pela Polícia Militar do Estado do Tocantins, contrariando Recomendação do Ministério Público Estadual”. Para ela, “isso demonstra ainda o perigo para a sociedade da atuação de um órgão armado extrapolando suas funções constitucionais”.

NOTA EM DEFESA DOS PM’S

A Federação das Praças e Servidores Militares do Estado do Tocantins (FASPRA-TO) divulgou nota condenando o juízo antecipado de terceiros em relação ao caso. Disse também que torce pela recuperação imediata do delegado.

“Não cabe a terceiros concluir e condenar os envolvidos sem prévio exercício da ampla defesa e contraditório. A FASPRA – TO se posiciona ao lado de nossos companheiros no sentido de apoiar e garantir por meio de nosso jurídico o resguardo pelo devido processo legal, bem como o respeito inerentes aos militares que outrora foram deixadas de lado”, disse.

A Secretaria de Segurança Pública e o Comando Geral da PM também instauraram procedimentos próprios para investigar a ação.

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