Seet
Sobral – 300×100

Justiça nega liberdade aos quatro militares que atiraram em delegado de Polícia Civil

Redação - - 664 views
Foto: Divulgação
Militares durante a abordagem ao Delegado Marivan

A Justiça tocantinense negou nesta segunda-feira (30) o pedido de liberdade dos quatro policiais militares que balearam um delegado da Polícia Civil de Colmeia, em Guaraí, região central do Estado. Os envolvidos na ação estão presos no Comando Geral da PM, na Capital, e foram obrigados a entregar suas armas e viatura.

Os militares afirmam que a abordagem ao delegado foi realizada dentro dos padrões do POP – Procedimento Operacional Padrão.  “A abordagem foi realizada dentro dos padrões do POP, de um veículo que estava identificado como suspeito. Foi feita a abordagem e agora nós estamos apurando os desdobramentos desses fatos”, afirmou o coronel Glauber de Oliveira ontem (30) ao Bom dia Brasil.

No entanto, as imagens feitas por pessoas que passavam pelo local, no momento do ocorrido, mostram os militares perseguindo o veículo do delegado numa caminhonete preta descaracterizada e sem uniforme.

Além disso, um relatório da Polícia Civil enviado à Justiça alega que os militares fugiram do local sem prestar socorro ao delegado.

A presidente do Sindicato dos delegados da Polícia Civil do Tocantins, Cinthia Paula, contou ainda que não houve nenhuma abordagem ou ordem para parar o veículo. “Simplesmente o delegado me relatou que ouviu os disparos e sentiu que estava sangrando”, pontuou.

O CASO

O delegado Marivan da Silva Souza estava de folga, desarmado e transitava pelas ruas de Guaraí numa SW4 branca, cedida judicialmente para o uso da polícia, quando tudo aconteceu.

A PM estaria investigando o roubo do carro-forte que aconteceu na BR-153 na última sexta (27). Ao se depararem com o veículo igual ao que fora usado pelos bandidos, os militares começaram a persegui-lo e efetuar disparos na tentativa de fazê-lo parar, conforme relatos da PM.

Quando o motorista saiu do carro e se identificou como delegado da Polícia Civil, os militares teriam fugido do local. Marivan foi atingido por três tiros, perdeu parte da orelha, mas está fora de perigo.

Comentários pelo Facebook: