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Kátia Abreu recebeu R$ 500 mil de propina da Odebrecht para campanha de 2014, afirmam delatores

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Senadora Kátia Abreu (PMDB)

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) recebeu R$ 500 mil em repasses da Odebrecht para a campanha de 2014, por meio de caixa dois, conforme afirmaram quatro delatores da empreiteira, em delação premiada. A informação foi divulga pelo Estadão, nesta terça-feira (11/04).

O nome de Kátia Abreu está entre os 29 senadores, 9 ministros do governo de Michel Temer e 42 deputados federais que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito.

Segundo os executivos da Odebrecht, a peemedebista era registrada no ‘Departamento de Propinas’ da construtora com o codinome ‘Machado’, e as negociações foram intermediadas pelo marido da ex-ministra da Agricultura, Moisés Pinto Gomes – que foi assessor de Kátia quando ela estava no Ministério.

Edson Fachin se baseou nos depoimentos de Cláudio Melo Filho, José de Carvalho Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira, da Odebrecht, para investigar Kátia Abreu e o marido.

“Segundo o Ministério Público, narram os colaboradores a ocorrência de pagamento de vantagem não contabilizada, por intermédio de Moisés Pinto Gomes, no âmbito da campanha eleitoral de Kátia Abreu ao Senado Federal no ano de 2014″, afirmou Edson Fachin. Nesse contexto, relatam o pagamento de R$ 500 mil, divididos em duas parcelas de R$ 250 mil, repasses ocorridos em setembro e outubro do ano de 2014, em encontros no Hotel Meliá Jardim Europa, em São Paulo.

“As operações foram efetuadas por meio do Setor de Operação Estruturadas do Grupo Odebrecht, estando identificada pelo codinome ‘Machado’”, escreveu Fachin, ao autorizar inquérito para investigar a ex-ministra e o marido.

Atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República, o ministro decretou o levantamento do sigilo dos depoimentos dos executivos. (Com informações – Estadão)

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